A Niantic anunciou na quarta-feira (12/3) que venderá sua unidade de jogos eletrônicos para o grupo saudita Scopely. Isso inclui a principal estrela da companhia: Pokémon GO.
Portanto, o título mudará de mãos a partir de agora, assim como Monster Hunter Now e outros games populares.
O acordo com o Scopely prevê um pagamento de US$ 3,5 bilhões pela unidade da Niantic. A divisão de jogos da Niantic conta com mais de US$ 30 milhões de jogadores ativos por mês. Além disso, sua receita chegou a US$ 1 bilhão em 2024.
Por outro lado, a Scopely tampouco é novata no setor. Afinal, já tem em seu catálogo títulos como Monopoly Go!, Star Trek Fleet Command e Marvel Strike Force.
Em nota, Ed Wu, vice-presidente sênior do Pokémon Go, destacou a maior capacidade de investimento da empresa após a negociação com a Scopely:
“Nossa missão continua clara: inspirar as pessoas a descobrirem Pokémon no mundo real, juntas. Com o comprometimento, a experiência e os recursos da Scopely, faremos do Pokémon Go o melhor que ele pode ser — desde batalhas incríveis para milhares de Treinadores ao mesmo tempo em nossos eventos ao vivo até novas maneiras de se conectar com seus amigos e comunidade. Mais importante, continuaremos focados na emoção e na experiência de descobrir Pokémon no mundo real.”
O acordo prevê ainda a aquisição do Campfire e do Wayfarer, que são aplicativos e serviços complementares da Niantic.
O que pode mudar para os jogadores de Pokémon GO
A Scopely é uma gigante entre as empresas que desenvolvem jogos móveis, especialmente no nicho de jogos baseados em geolocalização. Portanto, a compra do Pokémon GO significa que o game continuará em mãos experientes.
Outro elemento importante na negociação é que a equipe de desenvolvimento responsável pelo Pokémon GO permanecerá a mesma. Portanto, deve haver uma continuidade em relação aos mais diversos aspectos do game.
Além disso, a propriedade intelectual de Pokémon continua sendo da The Pokémon Company. Aliás, ela é conhecida por proteger de maneira rigorosa sua marca. Então, toda e qualquer alteração mais significativa no jogo terá que passar pelo crivo da empresa.
Isso torna mais difícil que haja mudanças capazes de comprometer a “essência” da franquia. Caso algo muito agressivo seja tentado pelo Scopely, poderá haver intervenção da The Pokémon Company — e até mesmo um rompimento em relação ao licenciamento em vigor para o jogo mobile.
Por outro lado, a comunidade de jogadores vem demonstrando preocupação em relação a possíveis mudanças no modelo de monetização do jogo. Afinal, o Scopely costuma se destacar por estratégias agressivas nesse sentido. E não faltariam recursos passíveis de cobranças em um jogo como o Pokémon Go.
Para tentar acalmar a base de jogadores, Wu garantiu que o Scopely se comprometeu a dar liberdade intelectual à equipe de criação. E isso pode garantir que o Pokémon se mantenha como um dos jogos gratuitos mais populares.
Lançado em 2016, Pokémon GO se tornou um sucesso estrondoso. Atualmente, o jogo também é uma modalidade de competição no Pokémon World Championship, reforçando o seu apelo junto a uma base fiel de usuários.
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