O universo das bets e apostas esportivas transformou-se profundamente nos últimos anos. As mulheres, antes afastadas desse meio dominado pelos homens, agora participam cada vez mais.
Em agosto de 2024, elas representavam 47% dos apostadores brasileiros, segundo o estudo do Instituto Locomotiva. Esse aumento demonstra como o interesse feminino pelo setor cresce, derrubando estereótipos e trazendo uma nova dinâmica para o mercado.
De acordo com o estudo, os números indicam que o perfil das apostadoras é diverso. A maioria tem entre 30 e 49 anos e pertence a diferentes classes sociais, mostrando que o fenômeno se espalha por vários segmentos. Para Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, essa presença feminina tem sido gradativa, mas significativa. Segundo ele, as mulheres trazem uma abordagem estratégica para as apostas, tornando o mercado ainda mais competitivo.
O crescimento da participação feminina também trouxe diferenças no modo como as apostas são feitas. Vivian Santana, apostadora profissional de Curitiba, percebe que as mulheres têm um perfil mais analítico e calculado.
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“Enquanto muitos homens apostam por paixão pelo futebol, as mulheres frequentemente entram nesse universo pelo interesse na estratégia. Sem a influência emocional de torcer por um time, elas se dedicam mais à análise de dados e técnicas”, afirma.
Os desafios do mercado de bets para as mulheres
Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à inclusão feminina. A maioria dos influenciadores do segmento ainda são homens, dificultando a presença feminina. Vivian destaca que é preciso mais representatividade para que as mulheres se sintam confortáveis nesse universo.
“O desafio é conquistar espaço e credibilidade. Felizmente, algumas influenciadoras já se tornaram referências, atraindo um público diversificado”, diz.
Outro fator relevante é o poder de consumo feminino. O Brasil registrou um recorde de 43 milhões de mulheres empregadas em 2023. Além disso, elas são responsáveis por 94% das compras de mobiliário, 45% dos carros novos e 88% dos planos de saúde. Isso mostra que o mercado de apostas ainda tem muito a evoluir para abraçar esse público.
Por fim, com a tendência de crescimento, espera-se que cada vez mais mulheres se consolidem como apostadoras e influenciadoras no setor. Para Ricardo Santos, essa transformação é inevitável.
“As mulheres têm muito a contribuir com sua visão estratégica e análise de jogo. O mercado de bets só tem a ganhar com essa diversidade”, conclui.
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