Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, abordou recentemente a longa espera pelo lançamento de Grand Theft Auto 6 (GTA 6).
Ademais, o executivo compartilhou suas perspectivas sobre o uso de inteligência artificial (IA) na indústria de jogos.
Rockstar na busca pela perfeição
Em entrevista a CNBC, Zelnick enfatizou o compromisso da Rockstar Games com a “perfeição criativa”, justificando o tempo prolongado de desenvolvimento do título, que promete ser o mais aguardado do ano. Ele afirmou que a busca pela excelência torna o processo complexo e demorado.
O que a Rockstar Games coloca em todos os seus títulos é um desejo de perfeição criativa, o que é complexo e leva tempo”, disse Zelnick.
A franquia GTA é sem dúvidas um sinônimo de sucesso, com o GTA 5, lançado em 2013, vendendo mais de 210 milhões de cópias. Isso, por sua vez, acabou estabelecendo um padrão elevado para a franquia. Dessa forma, a expectativa para GTA 6 é enorme, tanto internamente quanto no mercado.
Muito se especula que o game irá revolucionar a indústria, com até o seu preço de lançamento sendo alvo de discussões. Segundo insiders, algumas desenvolvedoras esperam que o jogo inaugure piso de lançamento para jogos AAA, que pode chegar a US$ 100.
A longa espera por GTA 6 valerá a pena?
Em relação ao lançamento de GTA 6, apesar das especulações sobre possíveis atrasos, a Take-Two reafirmou seu compromisso de lançar o jogo em 2025.
A empresa reconhece os desafios inerentes ao desenvolvimento de um título dessa magnitude, mas permanece otimista quanto ao cumprimento do cronograma.
Os fãs aguardam ansiosamente por mais atualizações e estão confiantes de que a espera valerá a pena.
O impacto da inteligência artificial nos jogos
Sobre a aplicação de IA no desenvolvimento de jogos, Zelnick expressou ceticismo quanto à substituição da criatividade humana. Ele argumentou que, embora ferramentas digitais possam auxiliar no processo, a genialidade criativa permanece uma característica exclusivamente humana.
“A inteligência artificial é um oxímoro, não existe tal coisa. O aprendizado de máquina, as máquinas não aprendem. Essas são maneiras convenientes de explicar aos seres humanos o que parece mágica. A linha de fundo é que essas são ferramentas digitais e temos usado ferramentas digitais para sempre”, afirmou Zelnick.
Além disso, o CEO destacou a importância de proteger e remunerar os criadores humanos, mesmo quando suas obras são replicadas por IA.
Acreditamos em proteger e pagar os seres humanos. Acreditamos que devemos pagar pelo trabalho deles se for replicado por IA após o trabalho ser feito.”
A indústria de jogos tem adotado ferramentas de IA para melhorar a eficiência e a qualidade dos produtos. No entanto, líderes como Zelnick enfatizam que essas tecnologias devem complementar, e não substituir, o talento humano. Nesse sentido, a expectativa é que a IA contribua para aumentar a produtividade e o crescimento do setor, sem reduzir a necessidade de profissionais criativos.