O pôquer é um jogo onde o passado e o presente se entrelaçam nas mesas, e os nomes que moldaram sua história continuam a ecoar. Mesmo que alguns já não joguem suas cartas com a mesma frequência.
De Doyle Brunson a Chris Moneymaker, as lendas do green felt (tecido verde) seguem escrevendo capítulos, seja em torneios, cash games ou no imaginário dos fãs. Aliás, com a agenda do WSOP 2025 no horizonte, revelamos onde estarão os ícones que definiram eras.
Doyle Brunson: o “Texas Dolly” e lenda do pôquer
Doyle Brunson foi um dos maiores jogadores de pôquer de todos os tempos. Nascido em 1933, ele jogou profissionalmente por mais de 50 anos e se tornou um dos rostos mais icônicos do jogo. Ele conquistou 10 braceletes das WSOP (World Series of Poker), incluindo dois títulos consecutivos do Main Event em 1976 e 1977.
Brunson também foi um dos primeiros jogadores a transformar o pôquer em uma profissão de alto nível. Seu livro Super/System, lançado em 1979, é considerado a “bíblia do pôquer”, ajudando a popularizar estratégias avançadas do jogo.
Além dos torneios, ele também dominava cash games high stakes e era temido nas mesas de Las Vegas. Mesmo após anunciar sua aposentadoria em 2018, continuou sendo um dos maiores influenciadores do pôquer até sua morte em 2023.
Phil Hellmuth vs. Daniel Negreanu: a rivalidade que mantém o WSOP em chamas
Enquanto isso, outros gigantes mantêm a chama da rivalidade acesa. Phil Hellmuth, dono de 16 braceletes do WSOP, poderia lutar pelo 17º título. Contudo, em uma revelação recente, Hellmuth anunciou que não participará do Main Event das WSOP em 2025.
Aos 60 anos, ele citou o desgaste físico das longas jornadas como um fator crucial para a decisão.
“Simplesmente não consigo mais jogar o Main Event”, disse Hellmuth.
Com isso, o campeonato perde um dos seus maiores astros, mas ele continua ativo nos High Stakes. Em 2025, ele estará em eventos como a Merit Carmen Series e o PokerStars Open Campione, onde as apostas são altíssimas.
Já Daniel Negreanu, o “Kid Poker” (US$ 42 milhões em prêmios), mantém uma agenda frenética. Além do WSOP 2025, ele deve marcar presença no WPT e em transmissões de cash games high stakes. Sua estratégia? “O pôquer online me mantém afiado”, revelou após uma vitória recente na GGPoker.
Phil Ivey e Erik Seidel: os reis discretos do High Stakes
Phil Ivey, o “Tiger Woods do Pôquer”, segue imprevisível. Dono de 10 braceletes, ele evita holofotes, mas é presença garantida em mesas de buy-ins milionários. Em 2024, surpreendeu ao vencer um evento do WSOP após anos de ausência. Porém, para 2025, rumores apontam que ele pode encarar o “Big One for One Drop” (buy-in de US$ 1 milhão). Mas Ivey, como sempre, não confirma: “Jogo quando sinto que é hora”.
Erik Seidel, por sua vez, é a elegância personificada. Com 8 braceletes e US$ 37 milhões em prêmios, ele é o “silencioso” que domina tanto torneios quanto cash games. Em 2025, além do WSOP, ele deve participar de eventos exclusivos no PokerGO Tour – onde sua precisão matemática é temida.
Johnny Chan e Tom Dwan: entre lembranças e apostas ousadas
Johnny Chan, o “Oriental Express” (10 braceletes), hoje prefere o papel de mentor. Suas aparições no WSOP são raras, mas estratégicas. “Gosto de lembrar aos novatos como se joga”, brincou em 2023. Para 2025, nada está confirmado, mas fãs esperam vê-lo em mesas especiais de cash game.
Por outro lado, Tom Dwan, o enfant terrible que revolucionou o pôquer online com o nickname “Durrrr”, segue nos high stakes. Em 2024, ele foi visto no Hustler Casino Live, apostando milhões em uma única mão. No entanto, para 2025, ele deve ignorar torneios tradicionais e focar em “mesas onde a adrenalina não tem limite”, como descreveu em um podcast recente.
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Chris Moneymaker: o herói acidental do pôquer que ainda faz história
O nome Chris Moneymaker é sinônimo de revolução. Em 2003, o contador do Tennessee qualificou-se ao WSOP Main Event por US$ 39 online – e venceu, desencadeando o “poker boom”. Em 2025, ele retorna ao WSOP não apenas como jogador, mas como símbolo. “Quero provar que ainda tenho o que é preciso”, disse após confirmar sua inscrição. Além disso, ele liderará satélites no PokerStars, ajudando amadores a repetirem seu feito.
Stu Ungar: a lenda que nunca será esquecida
A história do pôquer não estaria completa sem Stu Ungar, o gênio trágico que venceu três WSOP Main Events (1980, 1981, 1997) antes de falecer em 1998. Sua ausência é sentida, mas seu legado persiste. Em 2024, o documentário “Ungar: The Rise and Fall of a Genius” reacendeu o debate sobre seu lugar no panteão do pôquer. “Ele era incomparável”, resume Phil Hellmuth.
Gus Hansen: O dinamarquês que prefere o caos
Gus Hansen, conhecido por seu estilo agressivo e imprevisível, segue sendo um enigma. Após anos de altos e baixos, ele se afastou de torneios tradicionais. Mas em 2024 foi visto em cash games no Poker After Dark. Para 2025, a expectativa é que ele apareça em “mesas onde a loucura é permitida”, como ele mesmo define.
O que esperar do pôquer em 2025?
Por fim, enquanto lendas como Brunson e Chan dão espaço à nova geração, nomes como Negreanu e Hellmuth provam que a experiência ainda vence. O WSOP 2025 promete ser um palco de duelos épicos, com Moneymaker buscando reviver o passado e Ivey reforçando seu status de lenda viva.
Dessa forma, com o calendário repleto de grandes eventos como a Merit Carmen Series e o PokerStars Open Campione, 2025 promete ser um ano de muito mais ação e novas histórias para o pôquer.
Para os fãs, a mensagem é clara: o pôquer não é um jogo de cartas, mas de histórias. Portanto, em 2025, elas continuarão a ser escritas – com blefes, all-ins e braceletes em jogo.
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