Em uma entrevista para o canal de Danny Peña no YouTube, na sexta-feira (07/03), o ex-chefe do Xbox, Peter Moore, afirmou que incentivou uma guerra entre os consoles Xbox e PlayStation. Além disso, defendeu a estratégia como “saudável para a indústria”. Afinal, segundo ele, ajudou a chamar a atenção do público.
Moore também apontou para o contraste entre a visão sobre videogames antes e depois do início dos anos 2000.
Segundo ele, a mídia costumava culpar os videogames pelos “males da sociedade”. Também tratava os jogos como uma “perda de tempo, criando violência”. Por outro lado, a partir dos anos 2000, os consoles teriam passado das últimas páginas dos jornais para as primeiras. Afinal, os videogames se tornaram um meio de entretenimento levado a sério.
No entanto, isso teria ocorrido em grande parte devido ao esforço das empresas, de acordo com Moore:
Tínhamos que fazer muito trabalho missionário nessa época. Ao mesmo tempo, nós éramos jovens o suficiente para nos divertir e fazer todas as coisas idiotas que fazíamos, e todas as façanhas (…) Acho que as guerras de consoles às quais você está meio que se referindo foram saudáveis para a indústria.
De acordo com ele, o público gostava de engajar nessa competição entre os consoles, que em muitos momentos ia além do Xbox e do PlayStation:
Olha, eu já disse isso antes: eu certamente encorajei a briga, porque acho que os jogadores gostavam de ver Xbox vs. PlayStation, talvez Nintendo também. E acho que essa foi uma maré crescente que impulsionou todos os navios.
Microsoft deixaria de fazer Xbox se pudesse, diz Moore
Para Peter Moore, o cenário é bem diferente atualmente. Afinal, na sua visão, a Microsoft não teria mais tanto interesse em fabricar consoles. Mas continua a produzi-los porque existe uma demanda grande por eles:
Eles adorariam se pudessem ser uma empresa de muitas centenas de bilhões de dólares entregando conteúdo diretamente para a sua televisão, para um monitor qualquer onde você escolher jogar? Pode apostar que sim.
O executivo usa como exemplo o modelo da Netflix. Segundo ele, os usuários poderiam escolher um jogo do menu, vendo quantas pessoas estão jogando naquele momento, e então iniciar uma sessão. Afinal, “não precisa haver uma caixa entre você e seu controle e o aparelho de TV”.
Apesar disso, Moore reconhece que os jogadores ainda gostam muito dos consoles de videogames. Além disso, dá o exemplo da Nintendo como um case de sucesso que se mantém vivo.
No entanto, a queda no interesse pela fabricação de consoles seria uma das razões para a menor “atitude combativa” da Microsoft. Segundo ele, a aquisição da Activision Blizzard pela empresa teria colaborado para essa mudança de visão.
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Executivo ficou conhecido por tatuagens de jogos
Peter Moore marcou época enquanto era chefe da divisão de games da Microsoft, cargo que deixou em 2007, alegando “razões pessoais”. Ele participou do lançamento de diversos jogos de videogame emblemáticos para consoles Xbox.
Além disso, ele se notabilizou por dois momentos específicos, quando revelou tatuagens de games feitas especialmente para anunciar suas datas de lançamento.
O primeiro caso foi durante o evento E3 2004, quando Moore apareceu com uma tatuagem de Halo 2 em seu braço direito. A tattoo incluía, além do logo do jogo, a data de 9 de novembro daquele ano. Dois anos depois, ele repetiu a dose, durante o E3 2006, mas dessa vez para promover o jogo GTA IV.
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