Bio:
Gustavo Chamati fundou o Mercado Bitcoin em 2013, foi CEO da exchange e atualmente faz parte do seu Conselho.
Cursou Administração na FEA-USP com objetivo de se tornar empreendedor. Apaixonado por inovação, iniciou o Mercado Bitcoin, apostando no potencial transformador do Bitcoin e da blockchain.
Assistiu esse potencial se tornar realidade durante o ano de 2017, quando a startup cresceu exponencialmente - o número de clientes escalou de 250 mil a 900 mil e os funcionários aumentaram de 8 para 85.
Hoje, o Mercado Bitcoin está próximo de alcançar a marca de 2 milhões de clientes e intermediou mais de R$ 12 bilhões em negociações desde 2013.
Em 2019, fundou a MB Digital Assets, empresa de tokenização de ativos alternativos, e a Gear Ventures, fundo de investimento com foco em fintechs e regtechs. Em 2020, lançou a mais nova iniciativa do grupo, o banco digital MeuBank.
O impacto do Covid-19 no mercado de criptomoedas
Como impacto imediato, a gente esperava um reflexo negativo no volume de negócios em razão da queda da liquidez global e da aversão ao risco, mas isso não se concretizou.
Continuamos a crescer a base de clientes e os volumes de negociação se mantiveram altos.
Como segunda consequência, decorrente dos programas de socorro dos bancos centrais de todo o mundo para manter a liquidez e o crédito nos mercados, vemos um reforço na tese do uso das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, como reserva de valor, funcionando como uma real alternativa ao ouro, que durante essa crise tem tido uma sequência de recordes de valorização.
O mercado global de criptomoedas daqui a 10 anos
Acho que 10 anos será um período suficiente para termos superado as principais questões regulatórias que ainda limitam os potenciais da tecnologia. Isso nos levará a um mercado de pagamentos e de negociação de ativos tokenizados realmente global.
O futuro para as criptomoedas no Brasil?
Desde 2013, o Mercado Bitcoin vem fazendo um trabalho muito profissional, tentando demonstrar que a tecnologia dos criptoativos e do blockchain farão parte do futuro.
Acho que temos sido muito bem sucedidos nessa tarefa e que tanto o mercado quanto as nossas instituições amadureceram muito o conhecimento sobre o tema e hoje estão preparados para apoiar esse desenvolvimento.
Temos um interesse crescente da nossa população querendo se educar sobre o tema e a quantidade de brasileiros que detêm alguma moeda virtual não para de crescer. Temos ouvido vários gestores de mercado financeiro falarem sobre o bitcoin como reserva de valor dentro da suas respectivas teorias de gestão de portfólio.
Além disso, as iniciativas empreendedoras envolvendo criptoativos e tokenização não param de surgir, demonstrando que ainda temos muito espaço para crescer.
Seu papel na indústria de criptomoedas e blockchain
O que realmente fizemos de relevante foi perdurar na nossa visão de que as criptomoedas e o blockchain são tecnologias disruptivas e precisam ser entendidas como tal.
Sempre tivemos um discurso de defender a inovação e o potencial transformador que elas carregam. Nesse sentido, nossa missão sempre foi buscar a oportunidade de educar aqueles que ainda desconheciam o tema.
Fazendo isso pudemos garantir espaço para difundir o acesso à tecnologia no Brasil, demonstrando que é possível inovar, seguindo todas as leis vigentes, buscando o diálogo e contribuindo para a construção do nosso mercado.
Queremos continuar nessa missão de educação, construindo uma imagem positiva sobre os potenciais da tecnologia, para que todos os participantes do mercado possam ter a oportunidade de usá-la para empreender, inovar e criar soluções e produtos mais eficientes.