A rede de camada 2 ZKsync divulgou um roteiro para 2026 que coloca privacidade, controle determinístico e interoperabilidade nativa no centro de sua estratégia para a adoção institucional de ativos digitais.
O plano, publicado pelo cofundador e CEO da Matter Labs, Alex Gluchowski, enquadra a tecnologia de zero-knowledge como uma infraestrutura fundamental para as finanças reguladas.
O roteiro sucede um ano de entrega de infraestrutura. Em 2025, a rede lançou componentes centrais, incluindo Atlas, Prividium e Airbender. Segundo Gluchowski, esses sistemas foram projetados para atender às realidades operacionais enfrentadas por bancos, empresas e governos, onde confidencialidade e desempenho são requisitos críticos.
Com as condições regulatórias melhorando em diversas jurisdições, a ZKsync argumenta que o desafio remanescente para a adoção institucional é a infraestrutura. Por isso, o roteiro de 2026 faz a transição das bases técnicas para implementações no mundo real.

Privacidade e controle como foco central
No centro do roteiro está o Prividium, o ambiente de execução com foco em privacidade da rede.
Em vez de tratar a privacidade como um recurso opcional, a plataforma é posicionada como a camada padrão para aplicações empresariais, permitindo que instituições executem transações sem expor seus saldos, contrapartes ou a lógica interna de tomada de decisão.
A empresa afirmou que seu objetivo é integrar a execução privada diretamente aos fluxos de trabalho corporativos, incluindo gestão de identidade, processos de aprovação, auditoria e relatórios de conformidade.
“Dados financeiros sensíveis não podem ser públicos sem quebrar competitividade, confidencialidade e a lei”, escreveu Gluchowski. “Isso é óbvio para qualquer pessoa nas finanças tradicionais, mas tem sido rotineiramente ignorado no cripto.”
Além da privacidade, a ZKsync também enfatizou que o controle é igualmente importante para as instituições. O roteiro destacou isolamento de desempenho, regras de acesso determinísticas e a capacidade de conter erros operacionais sem depender de consenso externo.
“Uma câmara de compensação precisa processar chamadas de margem de forma confiável durante estresse de mercado; em redes compartilhadas, atividades não relacionadas podem consumir espaço de bloco e comprometer operações críticas de risco”, disse Gluchowski.
Esses recursos refletem expectativas comuns em ambientes financeiros tradicionais.
De cadeias isoladas a sistemas orquestrados
A ZKsync também planeja evoluir seu ZK Stack de uma estrutura para cadeias individuais para um sistema orquestrado de redes públicas e privadas.
O roteiro prevê conectividade nativa entre cadeias que permita que aplicações acessem liquidez e serviços compartilhados entre cadeias ZK e a Ethereum sem a necessidade de pontes externas.
A empresa afirmou que as parcerias institucionais iniciadas em 2025 estão avançando rumo à produção, com implantações esperadas para atender milhões de usuários.
Se concretizado, o roteiro marcaria uma mudança de pilotos experimentais para o uso institucional em larga escala da infraestrutura de zero-knowledge.

