Fórum Econômico Mundial usa blockchain para combater corrupção na Colômbia

O Fórum Econômico Mundial (WEF) junto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Escritório do Inspetor Geral da Colômbia, a Prysm Group e outros parceiros, estão buscando combater a corrupção na Colômbia por meio da tecnologia Blockchain.
 
Em um artigo publicado recentemente no Blog do Fórum a economista economista Cathy Barrera, juntamente com Stephanie Hurder e Ashley Lannquist, destaca um projeto baseado em blockchain que atua visando coibir a corrupção daquele país por meio do mapeamento de licitações para fornecimento de merenda.

De acordo com a publicação, o projeto atua na fase de seleção do contratado. Ações e decisões durante a avaliação do leilão e do fornecedor são automaticamente registradas em blockchain de maneira permanente e publicamente visível, o que significa que o processo é fácil de auditar.

"Em termos de monitoramento do desempenho do contratado escolhido, o blockchain pode ajudar a garantir que as informações sobre as entregas reais estejam disponíveis para as principais partes interessadas, incluindo pais, professores, autoridades de fiscalização e imprensa”, destacam os autores.

Segundo o WEF a tecnologia sozinha não pode resolver desafios arraigados como a corrupção, mas o desenvolvimento de iniciativas como esta podem ajudar a combater esta prática.

"O novo projeto co-elaborado do Fórum Econômico Mundial para melhorar a aquisição de refeições nas escolas públicas é uma iniciativa estimulante no governo eletrônico que expande a forma como o setor público experimenta novas soluções digitais na Quarta Revolução Industrial. A solução e as lições aprendidas com o projeto podem ser usadas em outras jurisdições na América Latina e em outros países, apoiando novos diálogos globais sobre soluções baseadas em tecnologia para transparência do governo e integridade de processos em todo o mundo" finaliza