Venezuelano cria sistema para utilizar criptomoedas em períodos sem internet e sem energia

O venezuelano Randy Brito criou uma nova forma de não deixar que crises de energia e de internet na Venezuela impossibilitem o uso de criptomoedas no país.

A adoção de criptomoedas cresceu mais em países que possuem uma economia instável. Outro problema enfrentado por esses países é a falta de infraestrutura energética e de internet. 

A nova tecnologia que possibilita transacionar Bitcoins sem internet foi criada através da iniciativa Locha Mesh, um projeto de código aberto que trabalha para permitir mensagens e pagamentos privados sem conexão à Internet.

Durante o apagão no início deste ano, ficou claro para Brito que a má infraestrutura da Internet era uma barreira importante para a adoção de criptomoedas no país. 

Segundo o usuário, as pessoas estavam usando dólares durante a falta de energia não porque preferiam dinheiro, mas porque não tinham alternativas à moeda americana.

"Na Venezuela, a adoção de criptomoedas pode ser muito complicada. As pessoas podem ter problemas até para baixar uma carteira por causa da falta de infraestrutura.", disse Brito.

Até agora, a Locha Mesh criou dois protótipos de hardware, Turpial e Harpy, que funcionam como pequenos roteadores que não dependem de WiFi local. Em vez disso, eles passam mensagens pela rede até que uma tomada finalmente tenha uma conexão com a Internet. 

"Esses dispositivos permitem o comércio durante um apagão, possibilitando aos usuários enviar e receber pagamentos usando a rede Bitcoin sem internet", disse Brito, descrevendo os dispositivos como fáceis de transportar e ocultar por questões de segurança.

Em março, esses pequenos dispositivos criaram um sistema experimental que realmente funcionou por 22 horas consecutivas, até conectando dispositivos Harpy ao satélite Blockstream e transmitindo essa conectividade para outros usuários através do dispositivo Turpial. 

A seguir, focou-se em permitir pagamentos pequenos e rápidos usando a solução de escalabilidade de segunda Lightning Network.

"A Lightning Network exige que você esteja conectado, caso contrário, você não saberia se seu colega está mentindo", disse Brito. “Esses nós, esses dispositivos estão sempre conectados à Lightning Network.”

Brito apresentou suas mais recentes ferramentas de hardware de rede de malha para essas transações na Lightning Conference de 2019 em Berlim.

"Atualmente, estamos finalizando o segundo protótipo e kits de desenvolvimento", disse Brito durante a conferência.

A Lightning Network pode trazer novas funcionalidades para a rede Bitcoin. Conforme mostrou o Cointelegraph, o CEO da Blockstream, Adam Back, disse que novas implementações da rede podem tornar possível recuperar Bitcoin perdidos.

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