A Ton Application Chain e a Polygon Labs estão prontas para trazer a funcionalidade da Ethereum Virtual Machine (EVM) para o ecossistema TON.

Em um anúncio de 9 de julho, a TON Applications Chain (TAC) e a Polygon anunciaram que camada 2 da TON integrou o Polygon CDK e o protocolo de interoperabilidade Agglayer para trazer aplicativos descentralizados (DApps) compatíveis com EVM para a TAC.

O objetivo é aumentar a gama de aplicativos disponíveis para os usuários da rede TON, incluindo finanças descentralizadas (DeFi), jogos e soluções de identidade.

"Esta colaboração aprimora nossa capacidade de reduzir a lacuna entre os ecossistemas TON e Ethereum", o que deve impulsionar a integração de DApps dentro do Telegram, disse Pavel Altukhov, CEO da TAC, em um comunicado.

Ao utilizar aplicativos como Wallet no Telegram, a integração compatível com EVM permitirá que desenvolvedores de Ethereum tenham acesso a um grande número de usuários no Telegram, permitindo-lhes implementar mais aplicativos de cripto no mundo real. Alguns dos casos de uso potenciais citados pela equipe incluem aplicativos DeFi, jogos e soluções de identidade descentralizada.

Em uma postagem no X em 6 de julho, a Messari observou que o número de endereços ativos diários na rede TON superou o da rede Ethereum durante o mês de junho.

O número de endereços ativos diários na TON superou o da Ethereum em junho. Fonte: Messari

A equipe fundadora da TAC inclui o fundador da Curve, Michael Egerov, e a equipe por trás do The Open Protocol (TOP), que oferece funcionalidade de carteira cripto dentro do aplicativo Telegram.

O comunicado descreve a TAC como uma rede de camada 2 construída na TON, projetada para trazer aplicativos descentralizados baseados em EVM para os usuários da TON e do Telegram.

Aumento de ataques de phishing na TON

Apesar do sucesso recente do ecossistema TON — que foi impulsionado por um aumento significativo na atividade de negociação de novos tokens na rede — também houve um aumento nos ataques de phishing na blockchain.

Em 24 de junho, Yu Xian, fundador da SlowMist, alertou que o ecossistema do Telegram estava “livre demais”, com links de phishing espalhados por grupos de mensagens da plataforma, airdrops e outros “métodos enganosos”.

Embora o mensageiro Telegram normalmente exija que números de telefone estejam vinculados a uma conta, Xian explicou que os riscos de phishing eram maiores para usuários com números anônimos.

Usuários dessa natureza não têm contas vinculadas a cartões SIM e, como tal, suas contas podem ser perdidas se forem alvos de phishing por agentes mal-intencionados na plataforma.

Em abril, o Telegram tinha aproximadamente 196 milhões de usuários ativos diários e 800 milhões de usuários ativos mensais, de acordo com o BankMyCell.