Uma nova pesquisa conduzida pela Elympics, que entrevistou quase 1.000 gamers ao redor do mundo, demonstrou como a adoção dos jogos Web3 está sendo acelerada por plataformas sociais como o Telegram e incentivada por jogos no formato compete-to-earn (competir para ganhar).

As descobertas, juntamente com o relatório global "O Futuro dos Jogos Web3 é Competitivo", encomendado pelo principal protocolo de jogos Web3, foram reveladas durante o evento DoubleXP Gaming Night no Token 2049, em Singapura. O evento foi realizado em colaboração com a Blockchain Game Alliance (BGA) e a plataforma de jogos Web3 PlayToEarn.

De acordo com a pesquisa, 79% dos entrevistados jogam diariamente, com mais da metade (54%) preferindo jogar por meio de plataformas sociais como o Telegram, enquanto 16% optam por aplicativos móveis, como FC Mobile ou Brawl Stars.

Entre aqueles que ainda não jogaram um jogo Web3, 11% apontaram a complexidade das criptomoedas como uma barreira. Essas percepções destacam a importância de uma integração simples e da acessibilidade dos jogos móveis e sociais como fatores-chave para impulsionar a adoção dos jogos Web3.

Além disso, a pesquisa aponta que 42% dos participantes citaram a oportunidade de ganhar dinheiro como o principal motivo para jogar. Quando perguntados sobre seus jogos favoritos e o que os torna agradáveis, 65% mencionaram as mecânicas compete-to-earn, enquanto 14% foram atraídos pelo senso de comunidade.

Adoção da Web3

Os jogadores também demonstram uma forte disposição para investir tanto em experiências de jogos Web2 quanto Web3, com 50% tendo pago por assinaturas ou jogabilidade, 31% investindo em NFTs e 29% comprando ativos dentro dos jogos gratuitos. Para aqueles que ainda não se envolveram com jogos Web3, os principais obstáculos foram a percepção de complexidade das carteiras cripto e a insatisfação com a qualidade dos jogos disponíveis.

Tom Kopera, COO da Elympics, falando no evento DoubleXP Gaming Night, comentou que há em andamento uma transformação no setor de games, impulsionada pela tecnologia blockchain nos últimos anos.

No entanto, segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos, uma área crítica falhou – a integração dos jogos Web3 tem sido muito complexa para muitos dos jogadores mais dedicados.

"Nossa pesquisa mostra que, com a entrada de plataformas sociais como o Telegram no mundo Web3 e o crescimento de jogos de habilidade com competições monetárias e baseados em comunidade, estamos vendo o início da adoção em massa por jogadores em todo o mundo", disse.

Ele ainda destaca que os gamers gostam de vencer através da competição, "acreditamos que os jogos em blockchain criarão um ecossistema mais competitivo e recompensador, transformando os jogos móveis de mero entretenimento em uma parte dinâmica das nossas vidas digitais", finalizou.