A Sky, anteriormente conhecida como MakerDAO, está enfrentando críticas por sua dependência de uma conta externa (EOA) para gerenciar US$ 756 milhões em reservas de USD Coin dentro de seu módulo de estabilidade de peg lite (PSM).
Preocupações foram levantadas por um usuário do X sobre a dependência do protocolo de uma EOA para gerenciar uma parte substancial de suas reservas, totalizando US$ 756 milhões em USD Coin (USDC).
Críticos argumentam que esse modelo de custódia pode deixar os fundos vulneráveis a possíveis explorações ou uso indevido por insiders.
Após sua recente mudança de nome para Sky e as preocupações sobre a capacidade de implementar uma função de congelamento no futuro, o risco de uma violação ou uso indevido desses fundos gerenciados pela EOA pode impactar ainda mais a reputação do protocolo e a confiança dos usuários.
O que é o lite PSM?
O lite PSM é um mecanismo projetado para ajudar a Sky a manter o peg de sua stablecoin ao dólar americano, permitindo que os usuários troquem a stablecoin por USDC a uma taxa fixa.
Como parte do plano de migração, a Sky transferirá as reservas do PSM antigo para o lite PSM em três fases, com US$ 20 milhões sendo transferidos inicialmente.
Ainda assim, os fundos do lite PSM supostamente são controlados por uma EOA, conforme alegado pelo post do usuário do X e pela página do fórum da Sky relacionada ao lite PSM, levantando preocupações sobre responsabilidade e segurança.
Fonte: wjmelements
Rune Christensen, cofundador da Sky, disse ao Cointelegraph que "as chaves privadas necessárias para reconstituir a conta MPC [cálculo multipartidário] foram destruídas como parte do processo de configuração com a Coinbase Custody".
Crítica à custódia baseada em EOA
Uma EOA é uma carteira Ethereum padrão controlada por uma chave privada, ao contrário de um contrato inteligente, que pode impor regras de segurança programadas sem interferência.
Críticos da custódia baseada em EOA argumentam que as EOAs são inerentemente menos transparentes e seguras devido à falta de recursos como autenticação multisignature ou transferências com bloqueio temporal.
Esse método de gestão de fundos exporia a reserva de US$ 756 milhões a riscos de comprometimento da chave privada ou ações maliciosas potenciais, especialmente sem salvaguardas para restringir o movimento dos fundos.
A explicação de Christensen de que as chaves privadas necessárias para "reconstituir a conta MPC" foram destruídas contraria essa preocupação, pois elimina o risco de comprometimento da chave privada.
No entanto, a visão do cofundador da Sky não aborda completamente as preocupações sobre quem, em última instância, controla a carteira, como as transações são autorizadas ou se as decisões de governança podem impor ações de gestão de fundos.
O Cointelegraph perguntou a Christensen sobre esses pontos, mas não obteve resposta até a publicação.
Sky busca tokenômica deflacionária
Christensen havia dito anteriormente que estava preparando uma proposta para interromper as emissões de novos tokens e diminuir o suprimento total do protocolo.
Christensen afirmou que a proposta visa implementar um modelo deflacionário "somente de queima", diminuindo de forma constante o suprimento do token principal por meio de um mecanismo sistemático de queima.
Ele disse ao Cointelegraph na época que, com o risco de insolvência, o protocolo seguiria "como a tokenômica original sempre funcionou", que era "tapar o buraco" por meio da emissão de tokens.