Um banco de Cingapura assinou um acordo que verá os pagamentos em Blockchain ajudar até 19 mil migrantes a transacionar sem acesso bancário.

Como o jornal de notícias local Business Times relatou na quarta-feira, o Maybank Singapore irá alavancar a start-up nativa da rede CrossPay chamada InfoCorp Technologies para permitir que os migrantes em um dormitório gigante paguem as compras digitalmente.

O CrossPay usa o Blockchain para armazenar identidades de consumidores e inclui uma plataforma privada para fazer pagamentos. Por outro lado, o Maybank liquidará o valor final com o operador do dormitório TS Group.

Os trabalhadores migrantes no primeiro local totalizam 16.800, com outros 2.000 usuários potenciais, esperando para se juntar em um local menor em Mandai mais tarde.

Discutindo o movimento, o CEO da InfoCorp, Roy Lai, disse que o valor do Blockchain reside em permitir que aqueles que não pudessem pagar a operação bancária on-line tivessem uma transação segura.

"Soluções (bancária) não são adequadas para trabalhadores migrantes, já que muitos deles não têm experiência com os serviços bancários", explicou.

"Apresentar o CrossPay aos trabalhadores migrantes, portanto, faz sentido, pois é uma solução que atende especificamente às suas necessidades".

As aplicações específicas para o Blockchain estão ganhando força a nível internacional. Em setembro, a Finlândia anunciou uma parceria com a start-up local MONI para emitir cartões de débito Blockchain para os refugiados recebidos no país.

Lá, também, a capacidade de rastreamento de identidade e pagamento imutável era uma atração chave.

Um teste da CrossPay em Cingapura, entretanto, está programado para mostrar resultados no quarto trimestre deste ano, com um lançamento mais completo no devido tempo.

"Nós vemos o potencial para trabalhar com a InfoCorp no atendimento aos que têm pouco acesso aos serviços bancários convencionais", acrescentou o chefe de banco bancário global do Maybank, Amos Ong.