Economia Compartilhada: Por que o Blockchain Deve Ser A Próxima Grande Coisa Para Aluguel de Escritórios

O modelo de mercado de trabalho compartilhado está preparado para transformar o mundo do trabalho, provisionando as atuais e futuras tendências criando ecossistemas de escritório flexíveis e adaptativos. De acordo com a Jones Lang LaSalle, espaços de trabalho compartilhados ocupam 27 milhões de de pés quadrados de escritórios só nos EUA, e a indústria vai continuar a crescer rapidamente nos próximos dois ou três anos. WeWork, a maior companhia de coworking, tem mais de 130 locações e uma valorização de aproximadamente US$18 bilhões. A indústria está atraindo o interesse de grandes investidores que veem o potencial e valor e percebem que investir nestes tipos de projetos vai produzir aumento nos retornos e capitalização de mercado para seus negócios.

"Novos espaços de coworking estão sendo abertos a todo momento e está se acelerando", confirma Dave Idell, da Croissant, apelidada de "a Uber do espaço de mesa rentável" pelo New York Times. "Mais capital de investimento tem sido despejado nos espaços de trabalho conjunto do que antes também, em companhias como a WeWork, Knotel, Industrious e The Wing".

Ele observa que muitos outros espaços são apoiados ou subsidiados por imobiliárias de parentes detêm um inventário extra que eles estão tentando monopolizar. "De qualquer maneira, o resultado final é espaço mais flexível para os consumidores", ele adiciona. "Isso inclui até times de grandes corporações como KPMG e McKinsey, que estão tentando dar a seus funcionários um ambiente de trabalho mais flexível."

Amol Sarva, CEO e cofundador da Knotel, diz à Cointelegraph que enquanto a demanda por coworking e outros espaços de trabalho compartilhado tem crescido junto com o interesse de investidores, há uma mudança mais significativa ocorrendo. "Escritórios concedidos estão ficando menores e menores, enquanto que os senhorios, competindo pelos melhores e mais brilhantes inquilinos, oferecem mais e mais amenidades para a melhoria de vida em seus prédios", ele explica. "Aqui na Knotel, nós oferecemos quarteis generais como um serviço porque é para onde nós vemos o futuro do espaço de trabalho está indo."

Mudanças radicais no modo que trabalhamos

A necessidade de tais tipos de organizações de escritório é ditada por como o trabalho é feito. Através de um aumento no foco na funcionalidade, profissionais têm mais liberdade e flexibilidade em times líderes, entregando serviços, completando projetos e a realocação de suas necessidades de negócios mudam e novos projetos surgem.

"Da nossa perspectiva, a tendência, que passa pela economia para organizar nossa mão de obra como times distribuídos que possam funcionar de qualquer lugar, é o crescimento" diz Preston Pesek, CEO e cofundador da Spacious. "O modelo tradicional de ter uma sede do escritório central, no qual todo mundo vai para um único lugar, está mudando para se tornar um ambiente de trabalho distribuído, remoto e baseado em nuvem que alavanca a tecnologia móvel para permitir aos funcionários trabalhar de qualquer lugar". Um benefício significativo dos modelos de coworking é visto na provisão de redes distribuídas por pequenas e grandes companhias para escalar seu rastro físico de cima a baixo como necessário, respondendo a uma força de trabalho mais móvel e ágil do que antes. Como resultado, os fardos e riscos de concessão permanente, espaços fixos por anos estão se tornando menos apelativos de uma vez.

Como Dave Idell aponta, a quantidade de freelancers e trabalhadores digitais está crescendo rapidamente mundo. "Mais que nunca, agora é super-fácil começar sua própria companhia e construi-la do alicerce usando apenas um laptop", ele diz. "Espaços de coworking têm a oportunidade para dar a seus membros um senso de familiaridade em uma ocupação às vezes solitária, como a de freelancer".

Existem mais e mais projetos que preferem locais de trabalho compartilhado. Eles são fáceis de estabilizar e flexíveis o bastante para serem mudados se as necessidades sobem. Então, de novo, não é apenas sobre ter acesso ao escritório, mas também para uma gama de serviços. Em adição a comunidade é um importante variável que adiciona vantagens oferecidas por estes tipos de arranjos de local de trabalho.

"O modo como trabalhamos mudou - pessoas mudam de trabalho mais frequentemente, a tecnologia está muito mais móvel, companhias estão ficando menores e o tempo de contato cara a cara é menos formalizado. O Coworking bondosamente se alinha a essas tendências", sublinha Amol Sarva. "No entanto, o que muitos espaços de coworking não se dão conta com sucesso é que os centros de negócios de alta velocidade giram em torno de interações humanas. Eles precisam de um espaço físico propício para as companhias desenvolver suas próprias culturas e promover coalisões coletivas entre as pessoas".

 

O que é importante notar aqui, de acordo com Sarva, é que no seu máximo, locais de trabalho permitem não apenas "coalisões criativas" entre empregados, mas um ecossistema empreendedor onde as ideias podem ser compartilhadas e conexões podem ser feitas. "Se você está tocando uma startup, sua habilidade de ultrapassar reveses e falhas é muito maior no espaço coworking por estar cercado por pessoas parecidas, fazendo coisas parecidas", concorda Adam Richards, administrador do projeto Camden Collective. "Nós temos 500 pessoas no nosso prédio, todos nós sabemos o que outras companhias fazem aqui, quais habilidades elas têm e como se manter em contato com elas. Este é realmente o benefício de espaços coworking, que a possibilidade de colaboração está lá".

De fato, unir profissionais que vêm de vários campos dentro de uma infraestrutura comum naturalmente conduz à cooperação, compartilhando conhecimento e experiência, novas parcerias, uma expansão de redes profissionais existentes e a criação de novas. Dmitry Faller, um pesquisador da Academia Russa de Ciências e presidente de conselho na Primalbase, enfatiza a reorientação de demanda na indústria de aluguel de escritórios. Times projetistas estão procurando arranjar locais de trabalho mais dinâmicos que entregam serviços de alta qualidade.

Desafios & tendências

Ainda não está claro se o crescimento do modelo de local de trabalho compartilhado é sustentável e em qual direção a indústria está evoluindo. Como nos revelaram especialistas da indústria, há um número de desafios para os quais este tipo de negócio precisa prestar atenção.

"Conseguir pagamentos por aluguel todo mês em uma concessionária pode ser uma das partes mais dolorosas", compartilha Dave Idell. "Ter que se focar na receita, no local de construção da comunidade ou na crescente qualidade do espaço físico pode ser bem difícil de lidar. Mas, você tem que fazer os dois! E não é fácil". A sua companhia, a Croissant, não possui qualquer espaço físico, eles fazem parcerias com outros, então isso apresenta seus próprios desafios tais como disponibilizar um espaço para um evento. "Para os espaços, a novidade pode se desgastar depois que você já encontrou certas pessoas naquele espaço", ele explica." Então, é sempre uma batalha mantê-los como novidade.".

De acordo com Preston Pesek, a comunidade é crítica no que tange a servir as necessidades dos indivíduos e companhias que podem alavancar a comunidade de coworking para encontrar recursos. Ele também percebe que para a maioria das companhias, o capital requerido para conceder e fornecer um espaço de coworking é um obstáculo muito alto a ser ultrapassado.

Neste mês, a rede Knotel atingiu 420.000 pés quadrados de espaço - para eles, é importante expandir seu rastro com espaços maiores e mais diversificados. "Na verdade, nós vimos um produto de mercado muito natural se encaixando quando fundadores e CEO's descobrem sobre o que nós fazemos", Amol Sarva diz à Cointelegraph. "O desafio diante de nós é educar uma audiência mais ampla sobre o grau de flexibilidade que podemos oferecer aos negócios quando entregamos e mantemos espaços customizados para que eles cresçam.

"Eu imagino nosso modelo de negócio diferente de outros provedores de espaço de trabalho coworking", aponta Adam Richards. A Collective é um negócio startup registrado de apoio à caridade, provendo espaços coworking subsidiados e cursos de tecnologia criativa gratuitos. Ele é tocado pela CTU Community Project, o braço de caridade da Camden Town Unlimited, a melhoradora de negócios do distrito de Camden Town. "Em uma extremidade, você tem a WeWork, que é obviamente uma grande companhia em muitos países e bastante bem-sucedida comercial e lucrativamente. Nós não cobramos pelo espaço. Para nós, nosso modelo de negócio depende de conseguir espaço de graça. Nosso alvo são prédios vazios ou não usados, ou prédios que vão ser derrubados. Em Londres o valor dos terrenos é muito alto e o valor do espaço é tão alto que é muito difícil conseguir esses tipos de prédios - eles simplesmente não existem. Então, o espaço é o maior desafio para nós.

Este pode ser um caso de uso interessante para o Blockchain?

A tecnologia Blockchain ainda está engatinhando, e de acordo com Dmitry Faller, a base para uma maior integração do Blockchain é estabelecida através de soluções simples e inteligíveis que seja fáceis de preparar e implementar. "Temos estado seriamente envolvidos com na indústria Blockchain por alguns anos e acharam interessante tentar implementar esta tecnologia na indústria imobiliária comercial., para dar à tecnologia acesso ao ambiente físico", ele diz. "Nós começamos a pensar sobre como construir um análogo digital para mecanismos de associação à comunidade e acreditamos que este é um dos casos onde a tecnologia Blockchain é de fato útil".

Dave Idell concorda que, como qualquer outra indústria, adicionar o Blockchain ao cenário pode criar confiança. Ter mais confiança no sistema ajuda no aumento de receitas de associações ou amenidades. "Como para a Croissant, é possível que seja possível que possamos adicionar cripto pagamentos no futuro", ele revela. "A ideia de levantar uma ICO também está sobre a mesa, devido a sua fácil execução comparada aos tradicionais e mentalmente entediantes métodos de angariação de fundos".

O Blockchain, como pertence ao mundo imobiliário, poderia ser extremamente útil em estabelecer uma cadeira de título confiável", confirma Preston Pesek. "Ele tem potencial para destruir completamente a indústria de títulos de seguro".

"Na verdade, eu tenho dito já há muito tempo que o Blockchain tem aplicações de interesse legal", diz Amol Savra. "Você poderia criar um livro-razão para contratos, incluindo concessões, e até resolver controvérsias desta maneira". 

Isso poderia levar tempo e alguns exemplos de companhias imobiliárias de pensamento à frente do seu tempo liderando o caminho de convencer as pessoas na indústria e nas comunidades tecnológicas que o Blockchain é uma opção viável.

"Meus colegas dizem que as aplicações da tecnologia Blockchain são basicamente ilimitadas, mas nós ainda não vemos muitas delas estando preparadas para a produção", revela Dmitry Faller à Cointelegraph. "Nós gostaríamos de mudar isso com Primalbase. Nós não estamos limitando nosso grupo alvo a projetos de tecnologia - nós vemos um grande interesse de fundos de risco, tecnologias financeiras, equipes de marketing, times de P&D, profissionais de mídias sociais, mas nós gostaríamos de colocar todos os talentos de Blockchain sob o mesmo teto. Prevemos um grande efeito advindo disso".

Desta perspectiva, Primalbase é uma iniciativa Blockchain interessante para alavancagem da tecnologia Waves com token que dá um acesso vitalício a suas facilidades de escritório compartilhado - mas, graças às características do Blockchain, ele pode também ser negociado ou concedido a outros usuários. "Ele dá os mesmos direitos de uma relação de aluguel tradicional, no entanto, o mecanismo é mais transparente e lógico", explica Faller. "Ele permite relações de aluguel simplificadas".

 

Em alguns países, a concessão de propriedade a um terceiro requer uma licença. Dentro de uma transação tokenizada, no entanto, não há tal necessidade. É uma solução digital para todos os tipos de associação, que também simplifica o relacionamento entre senhorios, investidores, companhias administrativas e por aí vem. Este modelo é aplicável ao de imobiliário comercial, locais de trabalho, e imobiliário residencial e busca por uma interpretação tecnológica através da tokenização da propriedade.

protocolo Blockchain é frequentemente chamado de "protocolo de confiança" por sua capacidade de eliminar intermediários e permitem transações diretas peer-to-peer entre pessoas que não necessariamente precisam confiar uma na outra. Faller diz que está particular tecnologia vai  adquirir uma nova interpretação da indústria imobiliária.

Áreas como a de propriedade de direitos, estrutura e o mecanismo de implementação de direitos de propriedade entram em cena aqui. A indústria imobiliária gera um grande capital e pode às vezes atrair partes maliciosas. O Blockchain aumenta potencialmente a transparência, facilita muitos processos, dá um nível adicional de confiança a vários agentes envolvidos e faz todo o sistema mais aberto, flexível e acessível.

"Eu sou a favor de interpretações simples, mas vamos ser francos - a tecnologia Blockchain é promissora, mas não nos deu nada ainda", conclui Faller. "Nós certamente veremos soluções interessantes e prontos para a produção, mas isso vai levar tempo".

“I am pro simple implementations, but let’s face it - Blockchain technology is promising, but it didn’t give us anything yet,” Faller concludes. “For sure, we are going to see interesting and production-ready solutions, but this is going to take time.”