Cointelegraph
Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Igor Belkin
Revisado por Igor Belkin,Ex-editor da equipe

Extorsão Sexual que pede Bitcoin para não revelar vídeos falsos cresce na América Latina; saiba como evitar

Especialistas dão dicas para evitar ser 'surpreendido' por ataques de extorsão sexual que afirmam ter vídeos de usuários visitando sites de pornografia

Extorsão Sexual que pede Bitcoin para não revelar vídeos falsos cresce na América Latina; saiba como evitar
Notícias

Em busca de obter bitcoin e criptomoedas por meio da prática de crimes, hackers estão explorando cada vez mais extorsões sexuais por meio da internet, conforme destacou um comunicado de imprensa da DigiCert, compartilhado com o Cointelegraph em 25 de setembro.

De acordo com o comunicado, a empresa, líder global em certificação digital online, destacou que ataques de pishing tem ganho força na América Latina e, segundo o Centro Cibernético da Polícia de Bogotá, neste ano - em casos de países como a Colômbia - houve um aumento em 30% dos ataques cibernéticos em comparação com o ano anterior.

Além disso, de acordo com a empresa, os ataques de pishing dobraram na comparação com outros tipos de crimes, embora no caso de ransonware, malware e propagandas maliciosas tenha tido acréscimo de 37%.

Por meio de dados obtidos com pishing, hackers tem praticado crimes de extorsão sexual, no qual os atacantes garantem ter a posse de um vídeo do usuário assistindo conteúdo adulto e ameaçam enviar o material para todos os contatos da vítima caso uma transferência em Bitcoin não seja feita em questão de horas.

A chantagem é tão bem estruturada que o e-mail testemunha que o usuário, sem saber, fez o download e instalou um programa espião que usa sua câmera do computador para gravar os momentos em que o usuário visita uma página adulta ou de conteúdo sexual. A mensagem continua a intimidação dizendo que toda a lista de contatos do usuário foi hackeada.

Uma extensão desse tipo de ataque também é feita via campanhas de e-mail por spam, guardando similaridades e se disfarçando como Documentos Importantes IRS, HM Revenue (Receita Federal do Governo Britânico), Cobranças Mutuárias, eFax (envios gratuitos de faxes) ou mesmo dizendo que você tem um Seguro do Banco Santander e pede que você abra um arquivo malicioso.

"A segurança do e-mail precisa focar-se em uma forte plataforma PKI para prover identidade de encriptografia e criptografia em cada fluxo da informação dentro da organização e verificar todas as redes usadas. Isso pode ajudar a garantir que e-mails são firmados por uma autenticadora autorizada pela companhia, uma vez que muitos ataques confiam na engenharia social para forjar um e-mail de uma fonte supostamente confiável para ganhar a confiança do receptor e roubar suas credenciais e identidades", afirma Tim Hollebeek, Estrategista Técnico de Padrões e Indústria da DigiCert.

A empresa destaca certos cuidados para evitar ser 'pego de supresa' por este tipo de ataque:

  •  Atualizar o software e o browser com as últimas versões do MicroSoft Edge, Mozilla Firefox e outros browsers que vêm com filtros anti-pishing;
  • Ao invés de clicar em um link de e-mail, você deve abrir uma nova aba do navegador e colocar o endereço/URL do site que você vai visitar. Enquanto conectada, você deve comparar o nome do website com o endereço que consta na barra de navegação que você normalmente confia e comparar para ver se encontra discrepância;
  • Apague mensagens suspeitas antes de abrí-las caso o emuissor seja desconhecido;
  • O usuário deve confiar somente em websites com certificados: procure o https;
  • É preciso tomar cuidado (ou não clicar) em links que vão provavelmente levá-lo a um site desconhecido ou um simples IP;
  • Procure sinais de website verificado clicando no cadeado da barra de navegação, onde há Certificado de Informações e é possível descobrir dados sobre o site que você está visitando e a URL que combina o nome da companhia com a qual você quer fazer negócios.

Como noticiou o Cointelegraph, Jeremy Welch, CEO da empresa Casa, recentemente alertou os usuários de criptomoedas sobre os riscos de se utilizar extensões de navegadores. O alerta foi anunciado durante a conferência Baltic Honeybadger, na Letônia.

O CEO da Casa conversou recentemente com uma audiência na conferência Baltic Honeybadger, em Riga, durante o fim de semana passado, e concentrou-se nos altos riscos envolvidos nas atividades diárias da Internet.

Segundo Welch, vários grupos de hackers começaram a usar extensões de navegador - de aplicativos de edição de texto até papel de parede - para roubar Bitcoin de usuários.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy