A Polygon Labs concordou em adquirir a empresa de pagamentos cripto Coinme, sediada nos EUA, e a provedora de infraestrutura de carteiras Sequence, em acordos avaliados em mais de US$ 250 milhões, informou a Fortune na segunda-feira.
As aquisições dão à blockchain de escalabilidade do Ethereum acesso à rede de licenças estaduais de transmissora de dinheiro da Coinme e a rampas de entrada e saída para moeda fiduciária, além das carteiras integradas da Sequence e suas ferramentas de pagamentos cross-chain para bancos, fintechs e empresas.
De acordo com uma publicação no X da Polygon, as duas empresas ajudarão a formar a base do que ela chama de “Polygon Open Money Stack”, combinando trilhos de blockchain, movimentação de dinheiro regulamentada e infraestrutura de carteiras em uma única plataforma projetada para pagamentos on-chain.
Falando no podcast Chain Reaction, do Cointelegraph, o CEO da Polygon Labs, Marc Boiron, explicou como as aquisições ampliam as capacidades da rede para dar suporte a empresas conforme elas começam a testar aplicações com blockchain. Ele disse:
“No fim das contas, nos tornamos uma plataforma de pagamentos regulamentada. E nosso objetivo aqui é oferecer uma pilha totalmente integrada e verticalizada que permita a qualquer pessoa usar stablecoins para movimentar dinheiro para qualquer lugar.”

A Polygon afirmou que a estrutura combina a presença de licenciamento em nível estadual da Coinme, abrangendo 48 estados, com infraestrutura de carteira e transações em múltiplas blockchains. A Coinme opera mais de 50.000 quiosques de conversão de dinheiro em cripto e ATMs de criptomoedas nos Estados Unidos, segundo o site da empresa.
A Polygon acrescentou que a inclusão da Sequence tem como objetivo reduzir o atrito para o usuário por meio de carteiras integradas e da camada de orquestração Trails, que permite transações cross-chain enquanto abstrai tarefas como pontes, trocas de tokens e gestão de taxas de gas.
O movimento ocorre em um momento em que a concorrência se intensifica em torno da infraestrutura de pagamentos com stablecoins nos Estados Unidos.

Boiron minimizou comparações entre a Polygon e gigantes de pagamentos como a Stripe, dizendo que não vê a Polygon como uma concorrente direta. “Eu não vejo dessa forma”, disse ao Cointelegraph, acrescentando que a maioria das empresas ainda está nos estágios iniciais de exploração de stablecoins e que o foco da Polygon é trabalhar ao lado de players estabelecidos conforme a adoção evolui.
A Polygon Labs não divulgou quanto foi pago por cada aquisição nem se as transações foram concluídas com dinheiro, ações ou uma combinação dos dois, informou a Fortune.
Empresas de pagamentos correm para dar suporte a stablecoins
Desde a aprovação da Lei GENIUS em julho de 2025, as stablecoins se tornaram um foco central em cripto, fintechs e no setor de pagamentos tradicional, à medida que empresas dos EUA se posicionam para lidar com dólares tokenizados em escala.
Em setembro, a Stripe revelou planos para sua blockchain layer-1 voltada a pagamentos, Tempo, desenvolvida em parceria com a Paradigm. Menos de dois meses depois, a Tempo garantiu US$ 500 milhões em uma rodada Série A, com avaliação de US$ 5 bilhões.
A PayPal, que se tornou a primeira grande empresa global de pagamentos a lançar uma stablecoin com o PayPal USD em 2023, continuou expandindo o alcance e a funcionalidade do token, levando o PYUSD além do Ethereum para a Solana em maio de 2024.
Em dezembro, a Fortune informou que o YouTube habilitou criadores a receberem pagamentos em PayPal USD, um movimento que pode expandir significativamente o uso de stablecoins, dado o alcance global da plataforma.
Redes globais de pagamento como Visa e Mastercard também começaram a se posicionar em torno das stablecoins.
Em agosto, a Circle anunciou parcerias com a Mastercard para permitir que comerciantes em toda a Europa Oriental, Oriente Médio e África liquidem transações em USD Coin e Euro Coin.
Na sexta-feira, a Rain, provedora de infraestrutura de stablecoins sediada nos EUA e membro principal da rede Visa, disse que captou US$ 250 milhões em uma rodada Série C liderada pela ICONIQ para apoiar a expansão global.

