Em um comunicado de terça-feira, o ministro das Finanças japonês, Taro Aso, afirmou que a criptomoeda líder Bitcoin ainda não se mostrou como uma "moeda crível". Ele também acrescentou que as moedas virtuais em geral não são amplamente utilizadas no Japão.

Sua declaração foi em resposta a perguntas sobre sua posição sobre a recente declaração do ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, de que ele quer que o Bitcoin e seu regulamento sejam tema de discussão na cúpula do G-20 de 2018.

Le Maire afirmou que o Bitcoin representa um risco de especulação e deve ser regulamentado, dizendo:

"Existe evidentemente um risco de especulação. Precisamos considerar e examinar isso e ver como (...) com todos os outros membros do G-20 podemos regulamentar o Bitcoin".

Em resposta aos comentários de Le Maire, Aso disse que a questão de saber se o Bitcoin é ou não uma moeda ainda não foi resolvida, questionando a "credibilidade" da moeda:

"Não existe uma definição fixa sobre se é uma moeda ou não. Esta questão é difícil. Ele ainda não foi comprovado ser crível o suficiente para se tornar uma moeda, então eu preciso observar um pouco mais".

Desempenho do Bitcoin e outras criptomoedas no Japão

Apesar da crença comum de que o todo o país está "se atirando" para o Bitcoin, a Aso disse que o Bitcoin não é amplamente utilizado no Japão e que os consumidores japoneses ainda preferem usar o fiduciário ou a moeda apoiada pelo governo.

No entanto, a observação do ministro das Finanças é contestável, uma vez que várias casas de câmbio de criptomoedas e operações estão se mudando para o Japão, evitando campanhas contra eles em países como a China.

De acordo com um relatório de setembro, mais de 50% dos negócios de Bitcoin em todo o mundo estavam sendo feitos em ienes japoneses (JPY).


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