O ritmo de capital injetado por fundos de investimento em projetos de criptomoedas caiu em outubro, apontam dados do DefiLlama. Comparado ao US$ 1,517 bilhão injetado em setembro, o US$ 1,113 bilhão captado por empresas do mercado cripto em outubro é quase 27% menor.
A área que mais recebeu aportes foi a de infraestrutura em blockchain, com US$ 540 milhões. O segundo lugar, o setor de finanças descentralizadas (DeFi), recebeu menos da metade do valor destinado a infraestrutura, registrando US$ 216,6 milhões em captações. O bronze ficou com a área de jogos em blockchain, que conseguiu US$ 165,7 milhões dos fundos de investimento.
Preocupação com infraestrutura
Os investimentos em infraestrutura também estiveram em alta no mês de setembro, quando a Mysten Labs (empresa por trás da Sui Network) recebeu US$ 300 milhões de fundos como Binance Labs, Circle Ventures, Coinbase Ventures e a16z.
Em outubro, os projetos em infraestrutura que mais receberam aportes foram Soroban e MinePlex, cada um garantindo US$ 100 milhões em investimentos. Soroban é uma plataforma criada na Stellar para desenvolvimento de contratos inteligentes, enquanto o MinePlex é um “cripto banco”.
Na área de finanças descentralizadas, a Uniswap Labs garantiu o maior aporte de todas as categorias do mês de outubro: US$ 165 milhões. A rodada foi liderada pela Polychain Capital, contando ainda com a presença da a16z e da Paradigm. O aporte feito na Uniswap Labs representou mais de 76% de todos os aportes feitos em DeFi no mês passado.
No mesmo período, a Homa Labs foi a empresa do segmento de jogos em blockchain que mais interessou os fundos de investimento, recebendo um aporte de US$ 100 milhões. A Homa publica jogos mobile e conta com títulos da Web3.
Quanto às outras vertentes do mercado cripto, o segmento de Web3 recebeu US$ 138,3 milhões, o mercado de NFTs captou US$ 72,2 milhões e o metaverso contou com a injeção de apenas US$ 35 milhões.
Por que esses dados importam?
A captação de recursos tem papéis importantes dentro do mercado de criptomoedas. O primeiro deles é a criação de uma forte narrativa, baseada no argumento de que um projeto bem financiado tem condições de investir mais em inovações para o mercado. Embora nem sempre isso aconteça, a presença dessa narrativa geralmente já é suficiente para fazer com que tokens desses projetos se valorizem.
Outro ponto importante diz respeito aos airdrops de tokens. Um exemplo recente é a Aptos, que captou US$ 350 milhões em investimentos e distribuiu quase US$ 200 milhões em tokens APT por meio de airdrops. Para investidores que buscam garantir tokens de graça, identificar os projetos com mais recursos em caixa é importante.
A preparação para ciclos de alta também passa pelo estudo dos setores mais quentes do mercado cripto. Geralmente, o segmento que mais recebe capital de fundos de investimento tem grandes chances de ser também o mais aquecido e rentável. Isso ajuda a limitar a quantidade de tempo e esforço que investidores dedicam a identificar novas tendências.
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