A empresa listada na bolsa japonesa Metaplanet anunciou que comprou 1 bilhão de ienes (US$ 6,5 milhões) em Bitcoin (BTC) como um ativo principal de tesouraria, seguindo os passos do gigante americano MicroStrategy.
Metaplanet é uma empresa de investimentos focada em negócios relacionados à Web3 e ao metaverso. A decisão de adotar o BTC como um ativo de tesouraria foi apoiada pela Sora Ventures, UTXO Management e indivíduos notáveis como Mark Yusko, fundador da Morgan Creek Capital, e Jack Liu, membro fundador da Ordiswap.
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Jason Fang, fundador da Sora Ventures, chamou a Metaplanet de “a primeira MicroStrategy da Ásia”. Ele acrescentou que a adoção do BTC pela empresa permitirá que investidores japoneses se exponham ao Bitcoin sem risco regulatório.
A adoção do BTC já ajudou a Metaplanet a ganhar um grande impulso no mercado, com o preço da ação subindo 89% no pós-anúncio.
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Em seu anúncio oficial no X, a Metaplanet chamou a movimentação de um marco significativo, antecipando que ajudaria a posicionar a empresa “como uma pioneira na adoção de ativos digitais no Japão”.
Usar o Bitcoin como um ativo de tesouraria foi popularizado pela empresa Fortune 500 MicroStrategy, liderada por Michael Saylor.
A empresa pública sediada nos Estados Unidos começou a comprar Bitcoin em agosto de 2020, quando era negociado na faixa de US$ 10.000. Nos quatro anos seguintes, a firma listada na Nasdaq acumulou mais de 214.246 BTC a um preço médio de compra de US$ 33.706,00 por BTC, totalizando US$ 6,91 bilhões.
O valor de mercado atual das holdings de BTC da MicroStrategy é de mais de US$ 15 bilhões, gerando mais de 100% de lucro.
Mesmo no auge do mercado baixista de 2022, quando as holdings de BTC da empresa estavam em prejuízo, Saylor recusou-se a vender; em vez disso, ele dobrou a aposta comprando mais.
Saylor comprou Bitcoin como um ativo de hedge de tesouraria e motivou outras empresas listadas em bolsa a adotá-lo. Saylor afirmou ter convencido o CEO da Tesla, Elon Musk, a comprar US$ 1,5 bilhão em BTC em janeiro de 2021.