IRS Usa a Chainalysis para Rastrear Fraudes em Impostos Bitcoin

O IRS está ativamente buscando evasores fiscais usando o Bitcoin, empregando ferramentas como a Chainalysis para desmascará-los.

Muitas pessoas acreditam que o Bitcoin é anônimo, mas é de fato pseudônimo. Todas as transações vinculadas a um endereço específico são visíveis no Blockchain, que é público e transparente.

No entanto, não é possível vincular um endereço de carteira específico à identidade do mundo real de uma pessoa/empresa sem qualquer informação adicional.

Embora boas práticas de privacidade possam impedir o vazamento de informações, sempre há um ponto em que as transações do Bitcoin tocam o sistema monetário tradicional (quando você usa uma loja ou quando a vende em uma casa de câmbio) e a prova de identidade pode ser necessária.

Trabalhando na direção contrária, é possível desvendar a cadeia de transações do Bitcoin até certo ponto.

IRS e a Chainalysis

O IRS tem tentado obter detalhes sobre as transações Bitcoin e detectar casos de evasão fiscal.

O IRS já havia solicitado à Coinbase fornecer detalhes sobre seus usuários para o período 2013-15. De acordo com um documento referendado pela Daily Beast, o IRS também concedeu um contrato à Chainalysis para analisar transações e desmascarar usuários.

Chainalysis usa dados resgatados de fóruns públicos, fontes de dados vazadas, incluindo dark web, depósitos cambiais e retiradas para marcar e identificar transações.

O IRS espera usar esses dados para capturar fraudes fiscais, bem como criminosos que vendem drogas e outros bens e serviços ilegais por Bitcoin.

A Chainalysis funciona?

Havia serviços de mistura de Bitcoin que se especializaram em ofuscar a fonte dos Bitcoins. A Bitmixer.io foi a líder entre os serviços de mistura, antes de anunciar sua decisão de fechar misteriosamente.

As transações da Coinjoin também dificultam a ligação trivial das transações do Bitcoin. Serviços como Joinmixer ajudam pessoas com mentalidade semelhante a combinar transações para aumentar a privacidade.

Além disso, enquanto a Chainalysis afirma que possui informações sobre uma porcentagem elevada de endereços de Bitcoin (25 por cento), é possível que estes possam ser endereços com práticas de privacidade precárias.

A Chainalysis pode não ser capaz de desmascarar transações nas quais usuários tentaram intencionalmente ofuscar a trilha da transação.

E quanto às altcoins?

Embora o IRS esteja quebrando a cabeça ao tentar desmascarar aqueles que estão por trás das transações de Bitcoin, seus esforços serão inúteis se estendidos para o espaço de criptomoedas mais amplo.

Certas moedas, como DashMonero e ZCash, incorporaram recursos de privacidade, o que dificulta o rastreamento das transações.

Se as pessoas mudassem de Bitcoin para moedas secundárias como estas, o IRS daria com os burros n'água ao tentar detectar casos específicos de evasão fiscal.

Além disso, os recursos gastos para investigar essas moedas fariam todo o exercício inviável.

É possível que um regime tributário simples e claro com relação a criptomoedas pode ser o que seja necessário para obter maior conformidade com os impostos em criptomoedas.

Atualmente, as criptomoedas estão em uma área cinza e isso pode impedir que as pessoas divulguem completamente suas participações em criptomoedas para as autoridades fiscais.


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