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Amin Haqshanas
Escrito por Amin Haqshanas,Redator
Bryan O'Shea
Revisado por Bryan O'Shea,Editor da Equipe

Maior exchange de criptomoedas do Irã não mostra sinais claros de fuga de capital, diz TRM

A TRM disse que um aumento na atividade das carteiras da Nobitex após o ataque parecia ser um movimento rotineiro de liquidez, mesmo enquanto a Chainalysis apontou maiores saídas das exchanges iranianas no geral.

Maior exchange de criptomoedas do Irã não mostra sinais claros de fuga de capital, diz TRM
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A Nobitex, maior exchange de criptomoedas do Irã, não apresentou sinais de uma corrida sustentada de usuários após os ataques dos EUA e de Israel contra o país, mesmo com dados da blockchain indicando um aumento momentâneo na atividade e maiores saídas das exchanges iranianas de forma geral, segundo análises separadas da TRM Labs e da Chainalysis.

O relatório da TRM, que examinou a atividade on-chain na Nobitex após o início dos ataques em 28 de fevereiro, constatou que a plataforma registrou um aumento perceptível na atividade imediatamente depois dos eventos, incluindo transferências superiores a US$ 35 milhões de hot wallets para cold wallets. No entanto, a TRM afirmou que as transferências provavelmente faziam parte das operações internas de tesouraria da exchange.

“Com base no comportamento histórico e na atribuição das carteiras, esses movimentos estão alinhados com a gestão rotineira de liquidez, e não com retiradas impulsionadas por usuários”, afirmou o relatório.

Atividade na Nobitex. Fonte: TRM

A Nobitex está no centro do ecossistema cripto do Irã. A TRM estima que a exchange tenha processado dezenas de bilhões de dólares em volume de transações desde 2019, incluindo mais de US$ 5 bilhões apenas desde 2025.

Nobitex usa reservas de mineração de Bitcoin para se recuperar de hack

Em junho de 2025, a Nobitex sofreu um hack de US$ 90 milhões após um ataque cibernético atribuído ao grupo de hackers Predatory Sparrow, ligado a Israel. A violação expôs detalhes da arquitetura interna da Nobitex, incluindo uma estrutura de custódia em múltiplas camadas que separa hot wallets, warm wallets e cold wallets, além de sistemas automatizados de roteamento projetados para gerenciar transações em diferentes redes.

Após o hack, a Nobitex passou a contar, em parte, com reservas ligadas a atividades anteriores de mineração de Bitcoin (BTC) para estabilizar as operações. A TRM revelou que cerca de US$ 2,7 milhões foram consolidados de mais de 100 carteiras de mineração inativas logo após o incidente, sugerindo que a exchange mobilizou fundos que antes não estavam sendo utilizados enquanto restaurava seus serviços.

Apesar das interrupções operacionais, a Nobitex retomou suas atividades de forma gradual ainda em 2025.

Saídas de criptomoedas de exchanges iranianas aumentam

Enquanto isso, um relatório da Chainalysis revelou que cerca de US$ 10,3 milhões em ativos digitais saíram de exchanges iranianas entre 28 de fevereiro e segunda-feira. As saídas por hora chegaram a níveis até 873% superiores à média de 2026 por um curto período.

Saídas de criptomoedas do Irã. Fonte: Chainalysis

O relatório afirma que as transferências podem representar iranianos comuns movendo fundos para autocustódia como forma de proteção contra a instabilidade econômica. Outros casos podem envolver exchanges transferindo liquidez ou criando novas carteiras para ocultar atividades sob a pressão das sanções. Outra possibilidade é que atores alinhados ao Estado estejam usando exchanges domésticas para movimentar fundos através das fronteiras.


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