Deixando de lado a grande correção no preço de dezembro, o Bitcoin entrou profundamente na mente de pessoas normais do mundo todo.

As estatísticas do Google para 2017 mostram o Bitcoin como o segundo termo mais buscado no ano, e isso se dá porque que todos, desde investidores amadores e novatos até veteranos buscam pelas últimas notícias e novidades da criptomoeda lucrativa.

Com uma capitalização de mercado de mais de US$11 bi, o Bitcoin já fez muitos milionários com o sua rápida valorização deste ano. Investidores se amontoaram para comprar Bitcoins durante a última onda de otimismo que se iniciou em novembro e foi acompanhado de uma valorização que levou o Bitcoin aos US$20.000.

A quase inevitável correção às vésperas do Natal deixou o mercado nervoso e muitos investidores lamentaram a grande desvalorização no preço.

Não é surpreendente ver a apatia de analistas financeiros e especialistas da indústria em relação ao mercado graças a suas recentes oscilações. Tanto grandes negócios quanto investidores individuais ainda estão cautelosos ao colocar seu dinheiro nas criptomoedas.

Pequenos jogadores

Falando a CNBC nesta semana, o bilionário americano Tilman Fertitta, o qual fez sua fortuna como um empreendedor dos restaurantes, acredita que o homem médio não chegará nem perto dos Bitcoins até que tenha alguma segurança.

"Eles não tem o dinheiro. É só papel. Isso é o Bitcoin, só papel, mas não é segurado pelo FDIC. E até que seja segurado, muitas pessoas não compraram."

No entanto, o empresário de 60 anos não é oposto a ideia de o Bitcoin se tornar, no futuro, aceito no mundo todo como um método de pagamento, até mesmo para seus negócios que vão de cassinos, hotéis até restaurantes.

"Quero dizer, eu me lembro de alguém entrando em meu escritório e dizendo, 'O mundo vai mudar. Existe essa coisa chamada internet.' E isso não foi a muito tempo atrás. Então temos que nos lembrar disso. É algo novo e tudo se move mais depressa hoje em dia."

Grandes jogadores

Grande instituições financeiras já entraram na briga das criptomoedas depois que foram lançados o Bitcoin contratos futuros nas bolsas de câmbio da CBOS e CME. A NASDAQ e o Goldman Sachs também estão planejando entrar nessa em 2018 - pavimentando o caminho para uma maior adoção.

Mas ainda parece existir uma relutância por parte de grandes corporações em investir dinheiro de verdade nesse mercado.

Em uma entrevista com a CNBC esta semana, o chefe de moedas e tecnologia forex da empresa FiREapps Wolfgang Koester disse que grandes empresas querem um ambiente menos especulativo.

A FiREapps dá dicas dos likes da Google e Ericsson, mas Koester diz que grandes companhias não vão investir em criptomoedas e estão aguardando por moedas digitais emitidas por governos e garantidas por regulamentos.

"Eles estão dizendo que não podem se envolver com Bitcoins, Mas gostamos da ideia das Bitcoins e das outras. Gostamos de transações rápidas e com o custo baixo. Eles estão aguardando por moedas digitais emitidas por governos para que então tirem vantagem delas."