Exigência de US$ 70 milhões em capital para futuros de Bitcoin desperta fúria na Indonésia

Os traders de criptomoedas estão insatisfeitos com os reguladores na Indonésia, após a informação de que os corretores de Bitcoin (BTC) agora precisam de mais de US$ 70 milhões para lançar as negociações de futuros. O site local de notícias em inglês Jakarta Post informou sobre o desdobramento em 14 de fevereiro.

Após as novas regulamentações que entraram em vigor em outubro passado, as plataformas de negociação que desejem oferecer instrumentos baseados em criptomoedas podem fazê-lo, enquanto o uso de criptomoedas continua proibido.

No entanto, em uma adição surpresa ao projeto final, essas plataformas de negociação devem ter um capital mínimo de 1 trilhão de rupias (US$ 71,17 milhões).

Isso, ressaltam os objetores, supera o capital equivalente necessário para começar a negociar commodities tradicionais, que é de 2,5 bilhões de rupias (US$ 178.000).

O acréscimo apareceu na semana passada, de autoria da Ag~encia Regulatória de Negociação de Futuros de Commodity, também conhecida como Bappebti.

De acordo com Oscar Darmawan, CEO da Indodax, a quantia envolvida é ainda maior do que o custo de abrir um banco rural. Os regulamentos, disse ele à Reuters, estão na prática sufocando o crescimento da indústria, já que nenhum futuro foi lançado desde que a ferramenta foi legalizada.

A Indonésia mostrou uma abordagem altamente conservadora em relação à criptomoeda nos últimos tempos. Em junho de 2018, o órgão regulador das finanças do país deu luz verde ao comércio de cripto como commodity na bolsa de valores da Indonésia.

Um bloco inteiro no uso de Bitcoin para pagamentos do banco central da Indonésia apareceu em dezembro de 2017, semanas antes de a criptomoeda atingir ponto mais alto na história com o valor recorde de US$ 20.000.