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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Igor Belkin
Revisado por Igor Belkin,Ex-editor da equipe

Hackers podem usar sistema de Wi-fi de câmeras para sequestrar dados em troca de Bitcoin

Segundo pesquisa de uma empresa especializada em segurança cybersegurança, hackers podem usar vulnerabilidades de câmeras fotográficas para obter Bitcoin

Hackers podem usar sistema de Wi-fi de câmeras para sequestrar dados em troca de Bitcoin
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A Check Point Research, área de Threat Intelligence da Check Point® Software Technologies Ltd, empresa especializada em soluções de cibersegurança, revelou que através das ligações USB e redes de WiFi, as câmeras tanto fotográficas quanto de monitoramento estão vulneráveis a ataques de malware e ransomware, segundo comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph em 13 de agosto.

Por meio das vulnerabilidades encontradas, rackers podem inserir malwares ou outros tipos de vetores de ataques, que podem criptografar arquivos, assim como o WannaCry, exigindo resgate em Bitcoin e criptomoedas ou até mesmo a falha para infectar computadores e outros dispositivos conectados a rede.

De acordo com o comunicado, desde que as câmeras atuais deixaram de capturar e reproduzir imagens em película, a International Imaging Industry Association desenvolveu um processo padronizado conhecido por Protocolo de Transferência de Fotografia (PTP) para as transferências da câmera para o computador.

Inicialmente o PTP estava focado na transferência de imagens, mas este protocolo tem evoluído para incluir dezenas de ordens distintas para validar desde fotografias à atualização de firmware da câmera. A análise da empresa buscou acessar as câmeras e explorar as possíveis vulnerabilidades dentro do protocolo para infectá-las.

Para esta investigação, a Check Point utilizou uma câmara DSLR Canon EOS 80D, a qual possui tanto ligação USB como WiFi, e foram encontradas vulnerabilidades críticas no PTP. Tendo em conta que o protocolo é padronizado e incorporado a outras marcas de câmeras, a Check Point acredita que vulnerabilidades similares possam ser encontradas em outros vendedores.

"Qualquer dispositivo "inteligente", incluindo a câmaras DSLR, é suscetível a ataques", relata Eyal Itkin, pesquisador da Check Point Software Technologies. "As câmeras não estão apenas conectadas ao USB, mas à rede WiFi e ao ambiente ao seu redor. Isto torna-as mais vulneráveis às ameaças, pois os atacantes podem injetar ransomware na câmera e no PC ao qual está conectada. As fotografias podem acabar por tornar-se reféns até que o utilizador pague o resgate para que sejam libertadas."

Como reportou o Cointelegraph, o Malware Smominru que têm um script de mineração de Monero ( XMR ) afetou pelo menos meio milhão de computadores e agora também rouba dados pessoais sensíveis. A empresa de segurança cibernética Carbon Black alegou que sua Unidade de Análise de Ameaças “descobriu um componente secundário em uma conhecida campanha de criptojacking" em um relatório publicado em 7 de agosto.

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