A exchange de criptomoedas Gemini e o Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York (NYDFS) chegaram a um acordo que fará com que a Gemini devolva pelo menos US$ 1,1 bilhão aos clientes do programa Gemini Earn por meio do processo de falência da Genesis.

A Gemini também pagará uma multa de US$ 37 milhões por várias falhas de conformidade "que ameaçaram a segurança e a solidez da empresa", explicou a superintendente Adrienne A. Harris, do NYDFS, em um comunicado divulgado em 28 de fevereiro.

NOTÍCIA: A superintendente Adrienne A. Harris obtém o compromisso da Gemini Trust Company, LLC de devolver pelo menos US$ 1,1 bilhão aos clientes do programa Earn

Mais informações aqui:

— NYDFS (@NYDFS)

Se aprovado pelo tribunal de falências, a Gemini disse que espera que os usuários do Earn recebam 100% de seus criptoativos de volta, além da diferença referente à valorização dos mesmos.

"Se aprovado, estaremos devolvendo mais de US$ 1,8 bilhão em ativos (a preços de hoje) – US$ 700 milhões a mais do que quando a Genesis interrompeu os saques em 16 de novembro de 2022."

Aproximadamente 97% desses ativos devem ser devolvidos em cerca de dois meses, acrescentou a Gemini.

Atualização do Earn: Hoje, temos o prazer de anunciar que finalmente chegamos a um acordo em princípio com a Genesis e outros credores da falência da Genesis que, se aprovado pelo Tribunal de Falências, resultará em todos os usuários do Earn recebendo 100% de seus ativos digitais de volta em...

— GeminiTrustCo (@GeminiTrustCo)

Como parte do acordo, a Gemini concordou em contribuir com US$ 40 milhões para a falência da Genesis Global Capital (GGC) em benefício dos clientes do Earn, revelou Harris.

"A Gemini não realizou a devida diligência sobre um terceiro não regulamentado, posteriormente acusado de fraude maciça, prejudicando os clientes do Earn que ficaram subitamente impossibilitados de acessar seus ativos depois que a Genesis Global Capital sofreu um colapso financeiro", disse Harris.

"O acordo de hoje é uma vitória para os clientes do Earn, que têm direito aos ativos que confiaram à Gemini."

Harris observou que a NYDFS poderia tomar outras medidas contra a Gemini se ela não cumprir suas obrigações.

A Gemini lançou o programa Earn em fevereiro de 2021, no qual os clientes do Earn emprestavam suas moedas ao GGC (que, segundo Harris, não era licenciada pela NYDFS) em troca de rendimentos.

O GGC então emprestava esses mesmos ativos para suas próprias contrapartes, viabilizando o pagamento de juros aos usuários do Earn. No entanto, o GGC faliu em janeiro de 2023 e deixou de pagar aproximadamente US$ 1 bilhão em empréstimos feitos por clientes da Earn.

O NYDFS acusou a Gemini de não ter feito a devida diligência ou monitorado suficientemente a conduta do GGC durante o perído em que o Earn esteve em vigor.

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