As perspectivas para a estabilidade financeira global continua desafiadora, disse o presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), Klaas Knot, em uma carta aos ministros das finanças e banqueiros centrais dos países do G20. No entanto, o FSB tem um plano, que foi delineado antes de uma reunião de ministros e banqueiros nos dias 28 e 29 de fevereiro em São Paulo. A tokenização de ativos está entre as áreas em que a entidade se concentrará.

A carta do FSB, datada de 20 de fevereiro e divulgada em 26 de fevereiro, aborda áreas prioritárias que incluem intermediação financeira não bancária, mudanças climáticas e pagamentos internacionais, além de inovação digital. "Em 2024, entregaremos relatórios sobre as implicações para a estabilidade financeira da tokenização de ativos e da IA", escreveu Knot.

A proposta do G20 para criação de um marco global de regulamentação e supervisão para criptoativos foi aprovada no ano passado. O roadmap do G20 sobre criptoativos foi adotado em outubro com base na Declaração dos Líderes do G20 de Nova Délhi, aprovada em julho. O FSB e o Fundo Monetário Internacional trabalharam conjuntamente em um Documento de Síntese no qual o roadmap foi proposto.

O FSB prometeu divulgar um relatório sobre o progresso da implementação do roadmap em outubro. Além disso, planeja propor um formato para a troca de relatórios sobre incidentes para possibilitar o compartilhamento de informações sobre incidentes envolvendo várias instituições e agências financeiras ao mesmo tempo. A carta diz:

"A aceleração da digitalização em todas as partes do setor financeiro melhorou a eficiência, mas também aumentou a interconectividade do sistema financeiro global."

"Isso aumenta a possibilidade de que um incidente cibernético ou operacional em uma instituição financeira tenha efeitos colaterais entre fronteiras e setores", continua.

Outras estruturas internacionais de troca de informações foram propostas, como a estrutura de relatórios sobre criptoativos para autoridades fiscais do G20, lançada em outubro.

O FSB abordará o combate à lavagem de dinheiro e a identificação de clientes (Know Your Customer) como parte de seu trabalho sobre pagamentos internacionais.

A carta do Presidente do FSB, @KlaasKnot, aos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais do #G20Brasil descreve o programa de trabalho do FSB durante a Presidência Brasileira do G20.
#FinancialStability #NãoBancos #criptoativos #MudançasClimáticas #PagamentosTransfronteiriços

— The FSB (@FinStbBoard)

O G20 reúne 19 países, a União Europeia e a União Africana. O Brasil assumiu este ano a presidência do G20, em substituição à Índia, que foi o primeiro líder do G20 a enfatizar a necessidade de que haja um marco global para a regulamentação das criptomoedas. A África do Sul assumirá a liderança do G20 em 2025.

O FSB é "hospedado" pelo Banco de Compensações Internacionais como uma associação independente. Seu objetivo é promover a troca de informações e a cooperação internacional entre os reguladores financeiros.

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