Foco no Bitcoin, não na blockchain, conclama empreendedor cripto

A blockchain é mal entendida e o foco deve mudar para o Bitcoin (BTC), escreveu o CEO da startup de microinvestimento em cripto Amber em um artigo para a SmartCompany em 25 de junho.

No artigo, Aleksandar Svetski argumentou que muitas corporações estão adotando a blockchain para parecer "descoladas", mesmo que a tecnologia não cumpra a suposta promessa de eliminar intermediários enquanto fornece segurança e imutabilidade.

Ele descartou muitas das chamadas inovações blockchain reveladas pelas grandes empresas como avanços no armazenamento de dados e nos processos de negócios - e alertou que poucas dessas melhorias "vão se transformar em algo benéfico para qualquer um que não sejam organizações de grande escala e seus resultados".

Svetski descreveu a blockchain como uma "promessa quebrada", e perguntou por que as corporações estavam gastando bilhões em novas redes, enquanto o Bitcoin é "a rede digital mais resiliente que o mundo já viu". Ele escreveu:

“O Bitcoin, além de ter uma arquitetura de banco de dados única (que pode ser descrita como blocos de dados encadeados), é seguro e imutável porque tem uma moeda embutida no protocolo.”

Ele explicou que o valor da moeda está ligado à segurança, com todos os participantes da rede economicamente incentivados a agir de acordo com os interesses da rede.

Svetski acrescentou que o Bitcoin conseguiu sobreviver 10 anos em um "ambiente adverso", ao mesmo tempo em que se tornou uma rede usada para movimentar trilhões de dólares em valor, enquanto a blockchain se tornou um veículo para levantar capital que "não tem aplicações no mundo real de empresas e setores públicos.” Ele alertou:

"A blockchain terá um tempo difícil quando as pessoas se derem conta de que o rei está nu."

O artigo de Svetski vem à tona enquanto os preços do BTC continuam a subir. O Bitcoin quebrou o nível de US$ 12.000 na madrugada de 26 de junho.

Os dados do CoinMarketCap também mostram que o BTC alcançou uma dominância de mercado acima de 60% pela primeira vez desde abril de 2017.