FCC adverte oficialmente minerador de BTC do Brooklyn por "interferência prejudicial" na T-Mobile

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) enviou uma notificação oficial, datada de 15 de fevereiro, a um residente do Brooklyn, Nova Iorque, Victor Rosario, citando que sua mineradora de Bitcoin (BTC) estava causando uma interferência prejudicial à rede de banda larga da T-Mobile.

A "Notificação de interferência prejudicial" afirmou que o dispositivo estava "gerando emissões espúrias em frequências" para a rede da T-Mobile. O uso contínuo de seu Antminer s5 Bitcoin Miner de um jeito que causava uma interferência prejudicial infringiria as leis federais, sujeitando-o a penalidades, "incluindo, mas não limitado a, substanciais multas financeiras, medidas de detenção 'in rem' por aproveitamento doloso de equipamento de rádio e sanções penais incluindo prisão".

O aviso contém uma advertência que esclarece que nem todos os dispositivos Antminer s5 geram interferência prejudicial e sugerindo que os dispositivos originalmente compatíveis com as leis federais sobre interferências de radiofrequência podem ser modificados para que deixem de estar em conformidade com a lei.

Victor Rosario tem 20 dias a partir da data do aviso, que foi entregue em 15 de fevereiro, para informar a FCC se ele ainda estiver usando o dispositivo, fornecer todas as informações de rotulagem, detalhar o que ele fará para evitar que o incidente se repita e fornecer provas de compra do minerador.

Jessica Rosenworcel, comissária da FCC, tuitou a notificação oficial com o comentário de que "tudo parece tão 2018".

Ok, esta carta da @FCC tem de tudo: mineração #bitcoin, poder de computação necessário para a computação #blockchain e #wireless #interferência de banda larga. Tudo parece tão 2018.

Em outros lugares nos EUA, no estado de Washington, a mineração de Bitcoin sobrecarregou a infraestrutura elétrica de um município inteiro devido ao número crescente de mineradores reunidos para aproveitar a eletricidade barata de Washington.

Na Islândia, a mineração de criptomoeda está configurada para usar usar mais energia neste ano do que todos os 340 mil residentes islandeses usam juntos.