A Comissão Europeia indicou que a "realidade ampliada" – tecnologia que permite que as pessoas interajam em mundos virtuais – criará até 860.000 empregos na Europa até 2025.
A realidade estendida ou XR é um termo abrangente para tecnologias imersivas, incluindo realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista, e é um "importante facilitador tecnológico" para mundos virtuais, disse a Comissão em 11 de julho.
Europe throws its hat in the ring to become a world leader in Web 4.0 and virtual worlds.
— European Commission (@EU_Commission) July 11, 2023
The new internet will impact the way people live together, bringing many benefits.
And we need to have people at the centre and shape it according to our EU digital rights and principles. pic.twitter.com/rc0R3qUm0y
A Europa se prepara para se tornar líder mundial em Web 4.0 e mundos virtuais.
A nova Internet afetará a maneira como as pessoas convivem uma com as outras, trazendo muitos benefícios.
E precisamos ter as pessoas no centro dessas tecnologias para moldá-las de acordo com os direitos e princípios digitais da UE.
— European Commission (@EU_Commission)
"Espera-se que o impacto sobre os empregos seja altamente significativo", disse, observando que outros 1,2 milhão a 2,4 milhões de empregos seriam criados direta ou indiretamente em outros setores até 2025.
No entanto, a Comissão observou que, atualmente, a maior parte da inovação em torno do Metaverso ocorre nos Estados Unidos, na China e na Coreia do Sul.
"Ao contrário desses países, na UE não há gigantes da tecnologia para liderar o investimento no desenvolvimento de mundos virtuais na próxima década."
A maior parte da atividade do mercado de AR/VR na Europa se concentra em jogos, mídia e entretenimento, mas há "muito espaço" para outras aplicações, incluindo os setores de varejo, saúde, militar, defesa e manufatura.
A Comissão observou que os mundos virtuais, possibilitados por esses dispositivos de realidade ampliada, são uma das tecnologias que vão ditar a "próxima geração" da rede mundial de computadores – nomeada Web 4.0 – em que objetos físicos e digitais se unem em ambientes virtuais em tempo real.
"Estamos no início de uma grande transição tecnológica, a Web 4.0. Os mundos virtuais são um importante facilitador da Web 4.0, que pode revolucionar significativamente a vida cotidiana das pessoas e abrir uma ampla gama de oportunidades em muitos ecossistemas comerciais e industriais", afirmou a Comissão.
Alguns exemplos incluem o uso de mundos virtuais para treinar cirurgiões para procedimentos médicos complexos, o uso de "gêmeos digitais" para preservar edifícios de patrimônio cultural ou até mesmo o uso de modelos 3D para solucionar o aquecimento global.
Em seu documento de trabalho apresentado ao Parlamento Europeu, a Comissão apresentou um plano para se tornar um "líder mundial" na Web 4.0 e no Metaverso.
Web 4.0 (aka the #Metaverse ) will allow an integration between digital and real objects and environments.
— Thierry Breton (@ThierryBreton) July 11, 2023
Europe has what it takes to lead this next technological transition — notably for the #industry.
Our strategyhttps://t.co/Bc39OYDkru pic.twitter.com/v4iGqtEkKw
A Web 4.0 (também conhecida como #Metaverse) permitirá a integração entre objetos e ambientes digitais e reais.
A Europa tem o que é preciso para liderar essa nova transição tecnológica, principalmente para a #indústria.
Nossa estratégia
— Thierry Breton (@ThierryBreton)
"Hoje, a Europa está se preparando para se tornar líder mundial em Web 4.0 e mundos virtuais", disse Thierry Breton, Comissário Europeu para o Mercado Interno.
A Comissão propôs um total de 10 ações para atingir esse objetivo, incluindo a atração de talentos especializados em mundos virtuais para a região, a criação de sandboxes regulatórias para testar novas ideias e o desenvolvimento de padrões globais para metaversos interoperáveis.
"A Europa tem o que é preciso para liderar a próxima transição tecnológica: start-ups inovadoras, conteúdo criativo rico e aplicações industriais, um papel forte como definidor de padrões globais e uma estrutura jurídica previsível e favorável à inovação", acrescentou Breton.
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