A EOS New York, que criou a criptomoeda EOS, divulgou texto nesta quarta-feira, 12 de junho, em reposta ao relatório da empresa AnChain, divulgado pelo Cointelegraph na semana passada, que dizia que o tráfego dos aplicativos descentralizados (dApps) da rede EOS seria majoritariamente composto por robôs.

No texto publicado em resposta às acusações do relatório, a EOS New York questiona a veracidade das informações e afirma que houve falha na definição dos critérios utilizados na análise.

A AnChain é uma empresa de segurança em blockchain, e recentemente divulgou o "Blockchain Bot Report", onde detalha uma suposta dificuldade dos dApps em atrair novos usuários.

O relatório afirma, inclusive, que a maior parte do volume relatado em jogos e sites alimentados pelo EOS, Ethereum ou outras blockchains similares foi infestado por bots. 

A resposta da EOS New York diz que a AnChain "analisou os 10 principais códigos de jogo na EOS mas não mencionou a métrica pela qual foi categorizada. Assim, falhou em verificar os dApps mais utilizados". Além disso, o texto da EOS afirma também:

"Nada no relatório do Anchain.ai pode ser usado para inferir que o EOS é menos rápido, seguro, descentralizado, flexível, escalável ou ágil do que realmente é."

A EOS New York também falou sobre como a EOS está ativa há apenas um ano e que os dApps e outras tecnologias em geral ainda estão em fase inicial e precisam se posicionar.

O post acrescentou que tem havido diversificação massiva, mesmo com pouco tempo online. 

O post abordou ainda a origem das transações:

“Não estamos interessados em debater se essas transações são ou não dirigidas por bots ou seres humanos. Tampouco queremos debater a intenção por trás das transações, porque, francamente, a EOS não se importa com a intenção ao processar transações. A intenção de transação de um subconjunto de dApps não é importante ao avaliar a adequação da cadeia de bloqueio EOS.”

A EOS Nova York também respondeu que a intenção da transação não alterou a propriedade intrínseca da Blockchain, acrescentando que "95% do volume de transações do Bitcoin é falso, mas seu valor é real".