Cripto é mais centralizada que a Coreia do Norte, diz economista o "Dr. Destino" Roubini

O economista americano Nouriel Roubini afirmou que a criptomoeda é mais centralizada que a Coreia do Norte em um tuíte em 7 de outubro.

Professor da Universidade de Nova York, Roubini, mais conhecido como "Dr. Destino" por sua suposta previsão da crise financeira de 2008, criticou repetidas vezes as alegações de que a descentralização da criptomoeda exista.

Em seu tuíte hoje, o economista formado em Harvard repetiu novamente seu argumento, desta vez chamando a descentralização da cripto de um "mito" e provocativamente comparando o fenômeno à Coreia do Norte:

"A descentralização na cripto é um mito. É um sistema mais centralizado que a Coreia do Norte: os mineradores são centralizados, as casas de câmbio são centralizadas, os desenvolvedores são ditadores centralizados (Buterin é o "ditador vitalício") e o coeficiente de desigualdade Gini do bitcoin é pior que o da Coreia do Norte."

O chamado índice de Gini é uma medida de distribuição, frequentemente usada para avaliar a desigualdade econômica em um determinado país ou região. Roubini continuou sua comparação em outro tuíte alguns minutos depois, alegando que, desta vez, mais especificamente, o coeficiente de desigualdade do Bitcoin (BTC) era o pior do mundo:

"Mineradores, casas de câmbio, desenvolvedores são centralizados [...] o coeficiente de desigualdade do BTC é pior do que a Coreia do Norte que tem a pior desigualdade na Terra. A cripto bate Kim Jong-un em relação à centralização e desigualdade."

Como a Cointelegraph informou em maio deste ano, Roubini chamou o BTC de uma "gigantesca bolha especulativa" que "se alimenta de si mesma", alegando que a cripto poderia ser descentralizada é "só uma besteira" Em novembro de 2017, ele previu que o Bitcoin "encontrará seu fim" à medida que mais países estabeleçam uma regulamentação mais rigorosa baseada na abordagem atual da China à cripto".

Em agosto, falando como um painelista no BlockShow Americas, Roubini atacou a tecnologia blockchain, dizendo que a fintech tinha "zero" a ver com blockchain ou cripto, argumentando que as pessoas estavam indo muito bem com os tradicionais sistemas de pagamento fiduciários digitais.