Custódias cripto enxergam expansão em parceria com custódias tradicionais

Alexandre Kech, CEO da Onchain Custodian, previu o aumento da colaboração entre custódias cripto e tradicionais. As declarações de Kech foram dadas durante o painel “Custody: The New Global Competitive Landscape,” parte da Consensus 2019 em 14 de maio.

Kech observou que as custódias cripto estão muito melhores ao adicionar um novo suporte de tokens a suas carteiras e estão buscando manter uma variedade de ativos cripto. "Nós temos a agilidade, tanto em termos de compliance quanto em tecnologia, para implantar essas moedas muito mais rápido”.

Pelo pensamento de Kech, as custódias tradicionais muitas vezes relutam em adotar novas moedas devido a barreiras institucionais. Elas fecham parcerias com custódias cripto para ganhar acesso a esses ativos para os clientes. Enquanto isso, as custódias cripto se beneficiam do relacionamento pois clientes que podem estar interessados em cripto ativos estão mais propensos a invertir nos mesmos, e podem fazê-lo através de um banco confiável ou custódia.

O companheiro de painel Matt Jennings, CEO da Kingdom Trust, disse que essa organização "funcionou com as grandes custódias tradicionais por muito tempo". Jennings notou que essas instituições são inerentemente conservadoras, dizendo que "suas ofertas são limitadas. Elas são feitas para um grupo limitado de clientes e eles normalmente possuem um grupo limitado de recursos e não vejo nada diferente no espaço cripto”. Dadas essas limitações para cada custodiante individual, Jennings vê espaço para todos.

O CEO da Coinbase Custody Sam McIngvale concordou com os demais participantes, dizendo que vender uma custódia hoje é vender “confiança e um histórico”.

Como o Cointelegraph já publicou, a falta de soluções de custódia confiáveis continua a impedir o possível investimento profissional e institucional em ativos de criptografia.

Nos encontros recentes entre instituições financeiras tradicionais e custódias cripto, a Intercontinental Exchange (ICE), operadora da Bolsa de NY, teria considerado licenciar sua plataforma de custódia cripto junto à Digital Asset Custody Company (DACC) em Nova York no início de maio.