Debate do Senado colombiano: "Blockchain pode mudar vidas"

O Senado colombiano realizou um debate sobre criptomoedas e blockchain "como mecanismos para modernizar a economia digital" na quarta-feira, de acordo com um comunicado de imprensa do Senado publicado hoje, 7 de junho.

O terceiro comitê do Senado foi convocado pelo senador do partido da Aliança Verde da Colômbia, Antonio Navarro Wolff, com participantes incluindo o banco central colombiano, o Ministério das Finanças, o Ministério de TIC e o Superintendente Financeiro da Colômbia.

Navarro Wolff abriu seu discurso defendendo que o Estado colombiano investigasse a blockchain “em maior profundidade”, dizendo que a tecnologia “poderia mudar a vida dos colombianos” em sua aplicação nas esferas administrativa, econômica e política.

O senador mencionou o potencial do blockchain para reforçar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, facilitar contratos inteligentes e beneficiar a gestão dos serviços públicos.

Navarro Wolff caracterizou as criptomoedas e blockchain como "mecanismos para modernizar a economia digital do país". Ele também observou que os ativos digitais chamaram a atenção dos colombianos após a ascensão meteórica dos mercados de criptografia em 2017, com interesse crescente aumentando a necessidade de proteções regulatórias. Para este fim, ele apelou ao Ministério das Finanças para prosseguir a implementação e supervisão regulamentar das novas tecnologias.

Um representante do Superintendente Financeiro da Colômbia falou de um novo grupo de trabalho, chamado INNOVA, que foi fundado recentemente para investigar os usos do blockchain, bem como para promover a “prudência e proteção dos cidadãos”.

De sua parte, Juanita Rodríguez, do Ministério das TIC, disse que os sistemas de blockchain “geram confiança e são seguros”, e devem ser buscados para que a economia digital do país prospere.

No mês passado, a Associação de Blockchain da Colômbia foi lançada para atuar como um interlocutor para o governo nacional e encorajar a adoção “informada” de novas tecnologias financeiras, sem comprometer os princípios descentralizados da blockchain. Um representante da Aliança Verde também advertiu contra o sufocamento da regulamentação da indústria emergente, sugerindo que os sistemas sem intermediários ajudariam a aliviar a “desconfiança” dos colombianos em relação ao setor financeiro tradicional.