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Turner Wright
Escrito por Turner Wright,Redator
Ana Paula Pereira
Revisado por Ana Paula Pereira,Editor da Equipe

Regulador dos EUA concede alívio ao Polymarket nas regras de reporte de contratos de eventos

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) emitiu uma carta de não ação para uma exchange de derivativos cripto e uma clearinghouse adquiridas pelo Polymarket após um pedido de alívio em julho.

Regulador dos EUA concede alívio ao Polymarket nas regras de reporte de contratos de eventos
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A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) disse que não abrirá processos contra duas entidades ligadas à plataforma de previsões Polymarket.

Em um comunicado na quarta-feira, a CFTC informou ter emitido uma carta de não ação “em relação às regras de reporte de dados de swaps e às exigências de manutenção de registros para contratos de eventos” com a QCX LLC e a QC Clearing LLC.

“As divisões não recomendarão que a CFTC inicie uma ação de fiscalização contra qualquer uma das entidades ou seus participantes por não cumprirem certos requisitos de manutenção de registros relacionados a swaps e por não reportarem a repositórios de dados de swaps informações associadas a transações de opções binárias e transações de contratos de pagamento variável […]”, disse o regulador.

Na prática, a medida permite que o Polymarket ofereça contratos de eventos sem reportar os dados exigidos pela regulamentação financeira dos EUA, concedendo um alívio temporário em relação à fiscalização, mas sem isentar as empresas do cumprimento regulatório.

Em uma publicação no X na quarta-feira, o CEO do Polymarket, Shayne Coplan, disse que a ação da CFTC deu à empresa “luz verde para operar nos EUA”.

“Esse processo foi concluído em tempo recorde”, afirmou Coplan. “Fiquem atentos.”

O Polymarket anunciou em julho a aquisição da QCEX por US$ 112 milhões, incluindo a exchange de derivativos e a clearinghouse licenciadas pela CFTC, o que ampliou sua presença no mercado americano.

De acordo com o pedido de alívio de não ação em julho, a QCX afirmou que os contratos de eventos em questão ainda “devem ser totalmente colateralizados” e que “nenhum participante de mercado liquidará contratos da QCEX por meio de um membro de compensação terceirizado”.

Mudança na postura dos reguladores

A carta de não ação parece ser mais um exemplo de reguladores financeiros dos EUA suavizando sua postura em relação à fiscalização de cripto após a mudança para a administração Trump em janeiro.

Nos últimos oito meses, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) encerrou várias investigações e processos contra empresas de ativos digitais, muitos dos quais haviam sido abertos sob a gestão do ex-presidente Gary Gensler.

Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, entrou para o conselho consultivo do Polymarket em agosto. Brian Quintenz, indicado por Trump para presidir a CFTC, aguarda aprovação no Senado, enquanto a atual presidente interina Caroline Pham permanece como a única comissária no regulador até esta quarta-feira.

O Polymarket também já havia sido alvo de fiscalização. Em 2022, a CFTC ordenou que a empresa pagasse US$ 1,4 milhão por ter operado uma “plataforma ilegal não registrada ou não designada”.

As autoridades também investigavam o Polymarket por negociações feitas por usuários nos EUA após as eleições de 2024, mas encerraram as apurações em julho.

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