Uma nova rodada de compras de Bitcoin (BTC) pela BlackRock ocorre junto a uma forte desaceleração das vendas de longo prazo, uma combinação que aponta para o arrefecimento da pressão de queda após o recente recuo do mercado no quarto trimestre.
Principais pontos:
A BlackRock adicionou quase US$ 900 milhões em Bitcoin na primeira semana de janeiro, reconstruindo exposição após a redução no fim de 2025.
Detentores de Bitcoin de longo prazo estão vendendo no ritmo mais baixo desde 2017, apesar dos preços elevados.
Dados on-chain apontam para uma possível fase de acumulação entre determinados grupos de carteiras.
Dados da Lookonchain indicam que a BlackRock vem acumulando Bitcoin nos últimos três dias, adicionando 9.619 BTC avaliados em cerca de US$ 878 milhões. A gestora de ativos atualmente detém aproximadamente 780.400 BTC, no valor de US$ 70 bilhões.

As participações de BTC da BlackRock atingiram o pico em 30 de novembro, em torno de 804.000 BTC. Na época, essa posição era avaliada em aproximadamente US$ 96,5 bilhões. Embora as participações tenham caído para 771.000 BTC em 1º de janeiro, a BlackRock adicionou rapidamente quase 9.000 BTC na primeira semana de janeiro.
As compras institucionais coincidiram com uma mudança relevante entre os detentores de longo prazo. A métrica Exchange Inflow Coin Days Destroyed (CDD) do Bitcoin na Binance caiu para o nível mais baixo desde 2017, sinalizando que moedas antigas quase não estão sendo movimentadas para as exchanges.

Para contextualizar, a oferta de detentores de longo prazo caiu de mais de 15 milhões em julho de 2025 para 13,6 milhões em novembro de 2025. Nos últimos meses, essa oferta não apresentou nova redução.
Sinais de acumulação de BTC à medida que vendedores recentes recuam
Dados on-chain da CryptoQuant ajudam a explicar essa mudança. O índice SOPR, que compara de forma ampla se compradores recentes e detentores de longo prazo estão vendendo com lucro ou prejuízo, caiu para níveis associados a reinicializações de mercado. Participantes mais recentes estão vendendo com prejuízo, enquanto detentores de longo prazo permanecem no lucro e, em grande parte, inativos.

Esse padrão reflete uma fase de limpeza após fortes altas, em que posições especulativas são desfeitas e as moedas trocam de mãos a preços mais baixos. Com o Bitcoin recuando cerca de 20% a 25% em relação às máximas, essa dinâmica pode marcar os estágios iniciais de uma fase de acumulação, desde que a pressão vendedora dos compradores recentes continue diminuindo.
Lucro/prejuízo não realizado do Bitcoin aponta para um reset
Os dados de Lucro/Prejuízo Não Realizado Líquido (NUPL) do Bitcoin acrescentam mais contexto. A métrica atualmente está próxima do nível de 0,3, uma zona que historicamente marcou transições de recuperação para condições de mercado mais construtivas. Em média, os detentores voltaram a apresentar lucro moderado, mas o mercado ainda está longe dos excessos observados próximos aos topos de grandes ciclos.

Esse posicionamento sugere uma fase cautelosa de transição, em vez de um rompimento claro. A confiança parece estar se reconstruindo, mas seriam necessárias confirmações mais amplas, tanto on-chain quanto na estrutura de mercado, antes de um movimento mais forte.
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