A Bitmain empresa responsável por quase 80% de todos os equipamentos de mineração de Bitcoin (BTC) em operação no mundo anunciou, via WeChat, o lançamento de seu mais novo minerador de Bitcoin, o Antiminer S21, que promete ter mais de 300 TH/S de poder de mineração e com capacidade para minerar, de acordo com as taxas atuais, cerca de 0,03 BTC por mês.
A empresa não forneceu mais detalhes sobre o equipamento mas destacou que ele será lançado durante seu evento anual focado em mineração o World Digital Mining Summit (WDMS 2023) que irá ocorrer em Hong Kong de 22 a 23 de setembro de 2023.
Durante o evento, junto com o novo hardware de mineração a Bitmain também vai anunciar uma linha de crédito para os mineradores que desejam comprar o Antiminer S21. A linha de crédito permitirá que os mineradores recebam o equipamento e comecem a minerar para então pagar a empresa.
"A linha de crédito para o S21 deve permitir aos mineradores aproveitar a mineração primeiro e depois pagar", revelou a empresa.
Dados do CryptoCompare revelam que, ao preço do BTC e as métricas atuais de mineração, seria possível gerar quase US$ 1 mil por equipamento. Entretato apesar do poder de computação, cada S21 levaria cerca de 1 ano para acumular satoshis e gerar 1 Bitcoin completo pelo processo de mineração.
Porém, caso a Bitmain siga no lançamento do S21 os mesmos padrões adotados em seus equipamentos anteriores é possível que boa parte dos mineradores tenha acesso ao equipamento apenas depois do halving, já que a empresa geralmente abre um período de pré-venda com entrega prevista 6 meses após o lançamento, o que seria em torno de março e abril do ano que vem.
Halving do Bitcoin
O próximo Halving está marcado para abril de 2024. Nesse momento, a recompensa para cada bloco será reduzida de 6,25 bitcoins para 3,125 BTCs. Recompensas reduzidas podem levar a uma queda na atividade de mineração, pois grandes fazendas de mineração se tornam essenciais para lucratividade e sustentabilidade.
Na América Latina, o halving do Bitcoin tem se mostrado um fator-chave no crescimento e adoção das criptomoedas. A região tem visto um aumento na participação de mineradores e usuários, atraídos pela possibilidade de se beneficiar do valor em ascensão do BTC.
O relatório "Tendências em Meios de Pagamento 2023", elaborado em colaboração entre Minsait Payments e Analistas Financieros Internacionales (AFI), revela que países como Argentina, México e Brasil lideram a adoção de criptomoedas na América Latina.
Além disso, o estudo destaca que 46% das pessoas bancarizadas na região estão dispostas a comprar bitcoin (BTC) e fazer pagamentos com criptomoedas, o que reflete um interesse crescente no mundo digital das moedas descentralizadas. Para Adrian Sirio, CEO da Ettios.io, o halving do Bitcoin desempenha um papel essencial nesse cenário.
"A redução pela metade das recompensas para mineradores em intervalos regulares, por meio do processo de Halving, cria uma perspectiva de escassez que atrai investidores e usuários na América Latina", destaca o CEO da Ettios.io.
O relatório também apresenta dados interessantes sobre a adoção de criptomoedas em países específicos. Por exemplo, Honduras, Equador e República Dominicana se destacam como nações com maior interesse no bitcoin nos últimos 12 meses.
No Equador, 15,8% da economia já é realizada por meio de pagamentos com criptomoedas, e um percentual considerável de equatorianos com contas bancárias ativas aderiu à compra de criptoativos nos últimos meses. Na República Dominicana, apesar de algumas restrições governamentais, 18% dos cidadãos bancarizados planejam adquirir criptoativos, enquanto 20% estão considerando essa opção.
A redução na oferta por meio do Halving do Bitcoin, combinada com a preocupação macroeconômica com a inflação e os recentes colapsos no setor bancário, levou os investidores a procurar refúgio em ativos como o BTC e outras criptomoedas.
"Investir em Bitcoin hoje é considerar um investimento inteligente, levando em consideração todos esses fatores. O cenário em direção ao halving de 2024 é propício para considerar o Bitcoin como um ativo forte", analisa Adrián Sirio.
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