O preço de Bitcoin irá "explodir", mas a adoção em massa "não vai acontecer", disse o principal assessor econômico da Allianz.

Falando na rede de mídia dos EUA, no programa Squawk da CNBC, Mohamed El-Erian disse a um painel que o Bitcoin deveria valer metade ou um terço do seu preço de US$ 4000.

"Os preços atuais assumem uma adoção maciça, e eu não acho que os governos vão permitir a quantidade de adoção que atualmente leva esse preço", explicou.

"Eu acho que o preço explodirá, mas acho que vai existir porque é uma moeda peer-to-peer".

El-Erian junta-se a um debate de nível cada vez mais alto sobre o futuro do Bitcoin, depois que a China assustou os mercados com afirmações infundadas que irá proibir as casas de câmbio e o CEO da JPMorgan, Jamie Dimon, chamou-o de "fraude".

Dimon também sugeriu que o único caso de uso “limitado” do Bitcoin seria como uma moeda de p2p, especificamente para cidadãos venezuelanos, da Coreia do Norte e traficantes de drogas.

"Existe nesse mundo", El-Erian continuou sobre o uso do Bitcoin tal como uma moeda. "Mas os preços atuais assumem uma adoção maciça, o que não vai acontecer".

A crescente divergência de perspectiva entre figuras de finanças tradicionais e vozes pró-criptomoedas, como John McAfee, Max Keiser e o investidor Jeremy Liew, todos que deram previsões de preços do Bitcoin nas altuas, são palpáveis.

No momento deste artigo, o Bitcoin entretanto perdeu 5,3% em 24 horas para girar em torno de US$ 3700. Na quarta-feira, o analista Tone Vays sugeriu que o "piso de compra perfeito" seria de US$ 3000, onde o apoio forte significava que ele "não achava que iria diminuir".