Resumo da notícia
BTC sobe 5,32% na semana e recupera médias técnicas relevantes
ETFs à vista captam US$ 2,63 bilhões em um único dia
Nível de US$ 93 mil vira principal resistência no curto prazo
9h50
Guilherme Prado, country manager da Bitget
O Bitcoin voltou a operar acima de US$ 92.500 em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com destaque para a situação da Venezuela. Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos sobre um maior controle da indústria petrolífera venezuelana trouxeram o país novamente ao centro do debate, inclusive no mercado cripto.
Há relatos de que a Venezuela possa deter entre 600 mil e 660 mil bitcoins, o que a colocaria entre os maiores detentores de BTC do mundo. Esse fator adiciona uma nova camada de atenção ao mercado, seja pelo possível papel estratégico desses ativos, seja pelo impacto potencial sobre a oferta.
Em paralelo, os ETFs spot de Bitcoin registraram cerca de US$ 459 milhões em entradas na última semana, mostrando que o interesse institucional segue ativo. Os dados on-chain continuam construtivos, com saídas de BTC e ETH das exchanges e a oferta de stablecoins em níveis recordes.
No curto prazo, o mercado passa a olhar com mais atenção para níveis mais altos, com o Bitcoin podendo avançar em direção à região dos US$ 105.000, reforçando seu papel como um ativo relevante em um cenário global cada vez mais complexo.
7h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 05/01/2026, está cotado em R$ 504.771,95. O preço do BTC subiu para US$ 92 mil e está perto de romper com o movimento lateral que dura mais de 40 dias, mas, para isso, os touros precisam sustentar uma alta acima de US$ 93 mil.

Por que o Bitcoin subiu hoje?
No acumulado semanal, o Bitcoin ampliou a tendência positiva e passou a registrar alta de 5,32%, mesmo com desempenho mensal ainda irregular. Com a alta, o preço recuperou a média móvel simples de sete dias, situada em torno de US$ 89.110, e conseguiu se manter acima de US$ 90 mil.
Esse nível psicológico atua como divisor de águas no curto prazo e, quando sustentado, costuma destravar ordens de compra adicionais. Ao mesmo tempo, o indicador MACD virou para terreno positivo, com histograma em +618 pontos, indicando perda de força vendedora.
De acordo com o analista Mike Ermolaev, fundador da Outset PR, esse cruzamento técnico sugere aceleração do movimento de alta e aumenta a probabilidade de testes em resistências mais elevadas.
“O próximo nível relevante aparece próximo a US$ 93.200, região associada à retração de Fibonacci de 23,6%. Quando o preço rompe médias curtas, algoritmos de negociação costumam reagir rapidamente, ampliando o volume comprador. Esse efeito técnico ajuda a explicar por que o Bitcoin avançou mesmo com liquidez geral mais fraca no mercado cripto”
Além disso, os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos receberam US$ 2,63 bilhões em apenas 24 horas, o maior aporte diário em um mês. Com isso, o patrimônio total sob gestão desses fundos subiu para US$ 119,5 bilhões, consolidando novo patamar histórico.
Ermolaev aponta também que outro fator relevante foi a melhora no sentimento do mercado, ainda que de forma gradual. O Índice de Medo e Ganância subiu para 42 pontos, migrando da zona de medo para uma leitura considerada neutra.
Na semana anterior, o indicador marcava apenas 30 pontos, refletindo pessimismo bem mais acentuado. Essa mudança reduz vendas por pânico e incentiva investidores cautelosos a retornarem de forma gradual ao mercado. Ao mesmo tempo, a dominância do Bitcoin avançou para 58,73%, sinalizando rotação de capital.
Bitcoin análise macroeconômica
Olhando para o cenário macroeconômico, André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais começaram 2026 positivamente, apesar do impacto geopolítico da recente ação militar dos EUA na Venezuela.
Segundo ele, a atenção dos investidores está voltada para uma semana intensa de dados econômicos e indicadores a serem divulgados. O petróleo mostrou volatilidade com leve alta, o dólar se fortaleceu pelo quinto dia consecutivo, e ativos como ouro também avançaram.
O ambiente macro de início de ano, com mercados de risco recuperando tração e flows em ações impulsionados por liquidez e sentimento de “restart” após as festas, cria condições técnicas favoráveis ao BTC. A força relativa das bolsas e a estabilidade do preço do BTC acima de US$ 91 000 sugerem que, mesmo sem um catalisador macro imediato, o ativo pode consolidar seus níveis com leve viés de alta. No entanto, a volatilidade potencial decorrente da agenda econômica cheia da semana e o fortalecimento do dólar atuam como freios, podendo limitar movimentos de alta “explosivos” no curtíssimo prazo.”, destacou.
Portanto, o preço do Bitcoin em 05 de janeiro de 2026 é de R$ 504.771,95. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 05 de janeiro de 2026, são: Virtual Protocol (VIRTUAL), Bittorrent (BIT) e Render (RENDER), com altas de 21%, 15% e 14%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 05 de janeiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Canton (CC) e Midnight (NIGHT), com quedas de -9%, -7% e -4% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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