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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 26/01/2026: BTC enfrenta avalanche de notícias ruins nos EUA e pode cair para US$ 80 mil

Criptomoeda enfrenta cenário de aversão ao risco, dólar fraco e indicadores técnicos que apontam zona crítica de suporte no curto prazo.

Preço do Bitcoin hoje, 26/01/2026: BTC enfrenta avalanche de notícias ruins nos EUA e pode cair para US$ 80 mil
Análise

Resumo da notícia

  • Bitcoin enfrenta pressão macro com risco de novas tarifas, juros altos e turbulência nos mercados globais.

  • Ouro atinge máxima histórica e reforça migração para portos-seguros, reduzindo apetite por risco.

  • Análise técnica aponta suportes críticos entre US$ 80 mil e US$ 87 mil nas próximas sessões.

9h15

Sarah Uska, analista de research de Criptoativos e de Mercado no Bitybank

As projeções do mercado indicam probabilidade amplamente majoritária de manutenção da taxa básica americana na faixa de 350 a 375 pontos-base na próxima reunião do Fed, o que reduz o apetite por ativos de risco no curto prazo e pressiona o desempenho das criptomoedas.

Do ponto de vista de fluxo institucional, os ETFs de Bitcoin à vista registraram dias de saídas líquidas ao longo da semana, com destaque para resgates relevantes em produtos de grandes gestores, sinalizando uma postura mais defensiva por parte desses investidores diante da volatilidade recente.

Esse movimento contribuiu para a deterioração do sentimento de mercado, com o índice de medo e ganância recuando para 29, zona historicamente associada a maior aversão ao risco e cautela por parte dos participantes. Os dados on-chain trazem um contraponto importante.

As reservas de Bitcoin nas exchanges seguem relativamente estáveis, sem aumento expressivo de depósitos, o que sugere ausência de pressão vendedora estrutural por parte dos detentores de longo prazo. Em paralelo, o mercado de stablecoins atingiu uma capitalização próxima a US$ 300 bilhões, nível recorde, evidenciando o forte crescimento desse segmento.

Para a próxima semana, o mercado segue atento aos desdobramentos macroeconômicos nos EUA e à evolução do sentimento dos investidores. No curto prazo, a combinação de aversão ao risco, volatilidade elevada e juros restritivos tende a manter o mercado pressionado, mas fundamentos mais equilibrados sugerem que movimentos de estabilização podem ocorrer caso o cenário macro não se deteriore além do que já está precificado.

8h

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 26/01/2026, está cotado em R$ 465.106,58. Os touros têm uma tarefa árdua nesta semana em que pode haver nova paralisação do governo dos EUA.

Além disso, Trump está ameaçando Canadá e China com novas tarifas, o FED, em sua primeira reunião do ano, não deve reduzir os juros; os dados econômicos que serão divulgados esta semana não devem ser favoráveis a economia americana e, os protestos em Minnesota devem continuar enfraquecendo ainda mais o governo Trump.

No campo regulatório o ‘travamento’ das leis pró-cripto nos EUA também afeta a confiança do mercado e, para piorar, a forte nevasca em solo americano derrubou o hashrate dos mineradores e pode continuar afetando seu desempenho ao longo do mês.

Tudo isso deve empurrar o preço do BTC para um teste em US$ 80 mil.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais começam a semana enfrentando forte turbulência, com ações sofrendo quedas e investidores buscando portos‑seguros devido a crescentes tensões geopolíticas e especulações sobre intervenção cambial no Japão.

O ouro superou os US$ 5 000 por onça, um recorde histórico, impulsionado pela aversão ao risco global e pela fraqueza do dólar. O iene também se valorizou significativamente frente ao dólar, gerando especulação sobre possíveis intervenções coordenadas das autoridades monetárias dos EUA e do Japão.

Enquanto isso, os futuros das bolsas refletiram cautela antes de novas decisões de política monetária e eventos macroeconômicos importantes. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente US$ 87.500, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.

O forte movimento para ativos considerados portos‑seguros, como o ouro em máximas históricas, indica que o apetite por risco diminuiu no curto prazo, o que geralmente pesa sobre ativos voláteis como o BTC. Adicionalmente, a especulação sobre intervenção cambial e a continua aversão ao risco podem promover movimentos laterais ou leves correções técnicas no preço do Bitcoin. No entanto, a fraqueza do dólar pode oferecer algum suporte subjacente e limitar quedas mais acentuadas, deixando espaço para consolidação em níveis atuais até que novos catalisadores macroeconômicos surjam.

Bitcoin análise técnica

O Bitcoin chegou a cair para US$ 86.000 na abertura dos contratos futuros da CME no domingo, após a pausa do fim de semana. Desde então, recuperou-se ligeiramente, embora a estrutura do mercado permaneça firmemente em tendência de baixa.

“Uma queda abaixo de US$ 80.000 provavelmente levaria a uma revisita aos níveis de abril de 2025, quando o Bitcoin chegou a ser negociado a US$ 76.000 durante a onda de vendas ligada à política tarifária do presidente Donald Trump”, destacaou o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev.

De acordo com ele, o principal nível que mantém o mercado unido é a média móvel de 100 semanas, que representa o preço médio de fechamento durante esse período e é frequentemente vista como um suporte estrutural de longo prazo. Desde a mínima local em 21 de novembro, a US$ 80.000, o preço tem se mantido consistentemente nesse nível, que atualmente está próximo de US$ 87.145.

O Bitcoin já caiu abaixo da média móvel de 50 dias, que está um pouco acima de US$ 90.000. Esse indicador é comumente usado para avaliar a direção da tendência de curto prazo. Abaixo dos níveis atuais, surgem diversas zonas de suporte importantes. O Modelo de Regressão de Dificuldade (DRM), uma estimativa do custo médio de produção do Bitcoin com base na dificuldade de mineração, está próximo de US$ 89.300. Historicamente, as commodities tendem a se aproximar ou a serem negociadas abaixo de seu custo de produção durante mercados de baixa.

Ele também aponta que mais abaixo, o custo médio agregado dos compradores de ETFs de bitcoin à vista nos EUA é de US$ 84.099, um nível que tem atuado como suporte por vários meses. Os dados on-chain mostram que o preço médio de saque em exchanges em 2024, que representa efetivamente o custo médio dos compradores em 2024, é de US$ 82.713.

Por fim, o Preço Médio Real de Mercado, calculado dividindo-se o Capital de Investimento pela Oferta Ativa, situa-se pouco acima de US$ 80.000, alinhando-se de perto com a mínima de novembro e reforçando sua importância como um potencial nível de reversão à média.

Portanto, o preço do Bitcoin em 26 de janeiro de 2026 é de R$ 465.106,58. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 26 de janeiro de 2026, são: River (RIVER), Axie Infinity (AXS) e Morpho (MORPHO) com altas de 9%, 8% e 6%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 26 de janeiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Canton (CC) e World Liberty Finance (WLFI) com quedas de -15%, -7% e -6% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.