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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 19/01/2026: por que o BTC caiu hoje? Cripto em queda de 2% volta para US$ 93 mil

Tarifas dos EUA, liquidações de US$ 870 milhões e ruídos regulatórios explicam a queda do Bitcoin nesta segunda-feira.

Preço do Bitcoin hoje, 19/01/2026: por que o BTC caiu hoje? Cripto em queda de 2% volta para US$ 93 mil
Análise

Resumo da notícia

  • Tensões geopolíticas e tarifas dos EUA pressionam ativos de risco.

  • Liquidações de US$ 870 milhões derrubam suporte de US$ 91 mil.

  • ETFs registram fortes saídas em meio à incerteza regulatória.

9h25

Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital

Os mercados globais começam o dia sob pressão após a reabertura dos futuros, a primeira desde o anúncio de novas tarifas pelo presidente Trump envolvendo países da União Europeia e a exigência de aquisição da Groenlândia. O movimento reflete aversão a risco no curto prazo: S&P 500 e Nasdaq operam em queda, enquanto o ouro sobe cerca de 1%, reforçando o viés defensivo do início do dia.

Nesse contexto, o Bitcoin vem mostrando resiliência. O preço segue defendendo a região dos US$ 93 mil, que hoje funciona como um suporte relevante não apenas do ponto de vista gráfico, mas também estrutural. No mercado de derivativos, observa-se a formação de um cluster de posições nessa faixa, o que fortalece a região como zona de equilíbrio de curto prazo. Na ausência de novas manchetes ao longo do dia, o cenário base é de estabilização acima dos 93k, com espaço inclusive para um fechamento levemente positivo.

A região dos US$ 95 mil volta a atuar como resistência. Curiosamente, esse nível que havia se comportado como suporte técnico anteriormente agora encontra barreiras tanto no gráfico quanto na estrutura de opções, o que explica a dificuldade recente do preço em avançar de forma contínua acima dele.

O próximo fator relevante para a dinâmica de curto prazo é o desbloqueio de aproximadamente 16,5% do gamma no dia 23. Em termos simples, o gamma representa a sensibilidade das posições de opções ao movimento do preço. Quando parte relevante desse gamma é liberada, os dealers precisam fazer menos ajustes defensivos (comprar quedas e vender altas), o que tende a deixar o preço mais leve e responsivo ao fluxo real, facilitando novos testes e possíveis rompimentos da região dos 95k.

No on-chain, o dado mais importante do dia vem da demanda aparente do 

Bitcoin (soma móvel de 30 dias). Apesar de ainda negativa, em torno de 31.000 BTC, houve uma melhora expressiva em relação ao início de janeiro, quando o indicador marcava cerca de 132.000 BTC. Isso mostra que, mesmo após meses de correção, a absorção de oferta está se fortalecendo gradualmente. Em termos simples, menos moedas estão ficando “paradasˮ e a demanda começa a reagir.

Além disso, um ponto estrutural relevante: o mercado voltou a transitar de prejuízos líquidos realizados para lucros líquidos realizados. Historicamente, esse tipo de transição costuma marcar a saída de fundos locais e o início de fases mais construtivas, ainda que com volatilidade no caminho.

No curtíssimo prazo, a incerteza macro segue elevada, especialmente com Trump adicionando novas camadas de ruído via tarifas. Isso pode limitar movimentos mais agressivos imediatamente. Ainda assim, a combinação de suporte estrutural nos 93k, melhora gradual da demanda on-chain e alívio esperado nas travas de derivativos sugere que o mercado está sendo testado, não enfraquecido.

Seguimos atentos à reação do preço entre 93k e 95k, pois é nesse intervalo que o mercado decide se consolida mais um pouco ou se ganha tração para o próximo movimento.

6h20

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 19/01/2026, está cotado em R$ 501.265,56. O preço do BTC recou mais de 2% e voltou para US$ 93 mil, frustrando os traders que esperavam um teste em US$ 100 mil.

Porque o Bitcoin caiu hoje?

De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o primeiro fator decisivo surgiu no campo geopolítico. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre oito países europeus, com possibilidade de elevar o percentual para 25% até junho caso as negociações não avancem.

A medida acendeu alertas nos mercados globais e conduziu investidores para ativos tradicionais como o ouro, que alcançou US$ 4.683 por onça. Esse movimento reforçou a busca por proteção e reduziu o apetite por risco, impactando diretamente o Bitcoin, que voltou a se comportar como um ativo sensível ao sentimento global. Assim, a demanda enfraqueceu em meio ao processo de aversão ao risco.

Em paralelo às tensões comerciais, o mercado de derivativos sofreu uma forte onda de liquidações. Em apenas 24 horas, o volume total saltou para US$ 870 milhões, representando um aumento de 726%.

Mais de 90% das posições liquidadas eram de longs, indicando que muitos traders estavam excessivamente alavancados. Mais de US$ 500 milhões em posições compradas foram obrigadas a sair do mercado, criando uma espiral de vendas automáticas que empurrou o preço abaixo de níveis importantes, como o suporte de US$ 91 mil. A combinação de alavancagem elevada e funding positivo deixou o mercado vulnerável a quedas bruscas.

Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório trouxe novos ruídos. Relatórios indicaram que a Coinbase perdeu apoio ao CLARITY Act, projeto de lei que buscava estabelecer regras mais claras para stablecoins e DeFi nos Estados Unidos. O impasse ocorre em razão de divergências sobre rentabilidade de stablecoins e enquadramento de plataformas descentralizadas. Como reflexo imediato, os ETFs de Bitcoin à vista registraram US$ 394,7 milhões em saídas líquidas, reduzindo uma das fontes mais relevantes de demanda institucional para o ativo.

Embora o cenário geral tenha pressionado o Bitcoin, parte do mercado mantém expectativas de recuperação. Analistas técnicos destacam que a estrutura de médio prazo segue intacta e que a consolidação acima de suportes estratégicos ainda pode apontar para um movimento de alta. A projeção mais otimista sugere uma possível busca pela região de US$ 110 mil nas próximas seis a oito semanas, caso indicadores de tendência se estabilizem.

Entretanto, alguns sinais mistos surgem entre grandes investidores. Uma grande baleia transferiu 660 BTC para a Hyperliquid e abriu uma posição alavancada em 68 mil ETH, sugerindo menor convicção imediata no Bitcoin e maior diversificação entre ativos. O movimento não indica abandono do BTC, mas reforça a cautela diante de um mercado com forte volatilidade e pressões macroeconômicas relevantes.”, disse.

Bitcoin análise técnica

Com a queda o analista Manish Chhetri, apontou que o BTC deve testar novamente a Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em US$ 92.396 e se o BTC fechar abaixo dela poderá estender a queda em direção ao próximo suporte importante em US$ 90.000.

O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 52, apontando para baixo em direção ao nível neutro de 50, indicando um enfraquecimento do ímpeto de alta. Para que o ímpeto de baixa se sustente, o IFR precisa cair abaixo do nível neutro. As linhas do indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) estão convergindo, indicando indecisão entre os investidores. Se o MACD cruzar para baixo, isso reforçará ainda mais a perspectiva de baixa.

No entanto, segundo ele, se o BTC se recuperar, poderá estender sua valorização em direção ao nível psicológico de US$ 100.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 19 de janeiro de 2026 é de R$ 501.265,56. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 19 de janeiro de 2026, são: Decred (DCR), Dash (DASH), Humanity Protocol (H), com altas de 18%, 8% e 5%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 19 de janeiro de 2026, são: Pudgy Penguins (PENGU), Ligther (LIT) e Aster (ASTER), com quedas de -12,8%, -12,4% e -12,14% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.