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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 14/01/2026: Por que o BTC subiu hoje? Cripto rompe com US$ 95 mil com dados positivos do CPI

Dados de inflação, short squeeze e forte demanda institucional explicam a nova arrancada do BTC.

Preço do Bitcoin hoje, 14/01/2026: Por que o BTC subiu hoje? Cripto rompe com US$ 95 mil com dados positivos do CPI
Análise

Resumo da notícia

  • CPI dos EUA alivia pressão e fortalece apetite por risco

  • Short squeeze liquida mais de US$ 266 milhões em posições vendidas

  • ETFs de BTC registram US$ 753 milhões em entradas líquidas

9h35

Orlando Telles, Diretor de Research do On Crypto Research

Os dados do CPI vieram menores que o esperado, criando uma pressão positiva para mais incentivos econômicos nos Estados Unidos. Com as eleições de meio de período (midterms) previstas para novembro de 2026, o governo Trump tende a buscar estímulos econômicos para manter seu capital político e fortalecer a base de apoio no Congresso. Esse movimento historicamente favorece ativos de risco, incluindo criptomoedas. O ano eleitoral nos EUA tende a ser favorável para o mercado cripto.

No campo regulatório, a votação do projeto de lei sobre estrutura de mercado cripto foi reagendada para a última semana de janeiro, conforme anunciado pelo senador Boozman. Janeiro tende a ser um mês marcante para o mercado cripto. É esperada a votação de diversas legislações que podem impulsionar favoravelmente o seto

Sigo confiante que a próxima pernada do Bitcoin será positiva. Espero o ativo acima dos US$ 100 mil até o final deste trimestre.

8h00

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 14/01/2026, está cotado em R$ 510.966,21. O preço do BTC voltou a subir após a divulgação dos dados do CPI nos EUA. O ativo chegou muito perto de US$ 96 mil, mas retrocedeu até a faixa de US$ 94.800 - US$ 95.200.

Por que o Bitcoin subiu hoje?

O primeiro impulso veio do CPI dos EUA, divulgado ontem e dentro das expectativas. O índice mostrou inflação anual de 2,7%, exatamente como previsto, enquanto o núcleo da inflação subiu apenas 0,2% no mês, abaixo do esperado.

Esse dado eliminou o medo de um aperto monetário inesperado por parte do Federal Reserve e reforçou as apostas de que a instituição manterá os juros no encontro de 28 e 29 de janeiro. Com isso, o mercado revisou rapidamente o apetite por risco, e o Bitcoin respondeu com força imediata, porque um cenário de inflação controlada tende a favorecer ativos que funcionam como proteção contra a desvalorização do dólar.

Além disso, o presidente Donald Trump voltou a pressionar por cortes mais agressivos nos juros, reforçando um ambiente ainda mais favorável ao BTC.

Esse alívio macro estimulou um segundo movimento importante: a liquidação de posições vendidas. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 591 milhões em shorts foram eliminados do mercado, sendo US$ 266 milhões somente em posições de Bitcoin.

Essa liquidação forçou a recompra automática de milhares de contratos, criando um efeito em cadeia que ampliou a alta do BTC de forma rápida e consistente. O maior fechamento individual foi um short de Ethereum de US$ 12,9 milhões na Binance, sinalizando como o movimento foi amplo e atingiu diferentes ativos.

Com isso, a volatilidade do Bitcoin subiu para 3%, mostrando que o rali não foi apenas técnico, mas também emocional e especulativo. Ainda assim, o open interest caiu 4%, indicando que muitos traders continuam cautelosos mesmo após o squeeze.

Enquanto isso acontecia, um terceiro elemento reforçava a alta: o retorno agressivo dos fluxos institucionais para os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. Apenas no dia 13 de janeiro, os ETFs à vista registraram US$ 753 milhões em entradas líquidas, o maior volume desde outubro de 2025.

As gestoras Fidelity e BlackRock lideraram o movimento, com US$ 351 milhões e US$ 126 milhões, respectivamente. Esses números chamam atenção porque os ETFs já absorvem mais de 100% do BTC minerado diariamente, reduzindo a oferta no mercado e criando um suporte natural para o preço. A entrada de grandes instituições sugere que o rali atual tem sustentação além do varejo e pode continuar caso as entradas permaneçam fortes.

Os dados de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos constroem uma perspectiva positiva para o mercado cripto, visto que permitem mais incentivos econômicos ao longo de 2026, potencializando o mercado de capitais e o Bitcoin”, avalia Diego Marques, Head de Análise do On Crypto Research.

A alta do S&P 500 demonstra que o apetite por risco entre os investidores tradicionais segue robusto, um fator que contribui para a performance positiva de ativos de maior volatilidade como o Bitcoin.

“Esse momento apenas reforça que ainda existe um apetite por risco entre os investidores tradicionais e tende a ser um dos principais motivos que auxiliou o Bitcoin a superar 95 mil dólares”, complementa Marques. “Seguimos confiantes na perspectiva do ativo para o primeiro trimestre deste ano.”

O otimismo do mercado foi amplificado pelo anúncio de que o Morgan Stanley planeja lançar sua própria carteira de criptomoedas. A iniciativa de um dos maiores bancos de investimento globais representa um passo importante para a maturação e integração do mercado cripto ao sistema financeiro tradicional.

“A entrada do Morgan Stanley é mais um fator que reforça a tendência de institucionalização do mercado cripto no longo prazo”, analisa Diego Marques. “Deve ser interpretada como algo que constrói uma segurança para o nosso mercado no longo prazo.”

Bitcoin análise técnica

O analista Manish Chhetri destaca que com a alta o BTC fechou acima do nível de retração de Fibonacci de 61,8% (da mínima de abril de US$ 74.508 à máxima histórica de outubro de US$ 126.199), em US$ 95.253.

De acordo com ele, se o BTC continuar sua valorização, poderá estender a alta em direção ao importante nível psicológico de US$ 100.000.

O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 66, acima do nível neutro de 50 e em tendência de alta, indicando que o ímpeto de alta está ganhando força. Além disso, a Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) mostra um cruzamento de alta que permanece intacto, com barras verdes ascendentes no histograma acima do nível neutro, reforçando ainda mais a perspectiva positiva .
Criptomoedas, Negócios, Preço do Bitcoin

Já o analista Amr Taha, da CryptoQuant, destaca que a atividade nos mercados de derivativos da Binance chamou atenção após um movimento incomum de compra agressiva elevar drasticamente o Net Taker Volume. Os dados mostram que, em apenas uma hora, o volume líquido de tomadores ultrapassou US$ 500 milhões, um patamar raramente observado na plataforma. Esse comportamento indica que traders estão priorizando ordens a mercado em vez de ordens limitadas, o que demonstra urgência e forte convicção na direção do preço.

O aumento abrupto do Net Taker Volume supera inclusive o pico anterior, registrado em 8 de janeiro, quando o indicador alcançou cerca de US$ 440 milhões enquanto o Bitcoin negociava pouco acima de US$ 90 mil. Naquele momento, a pressão compradora intensa antecedeu uma rápida valorização, levando o BTC até US$ 96 mil em um intervalo curto. A repetição desse padrão reforça a interpretação de que grandes investidores — ou grupos coordenados — estão entrando no mercado com posições longas de tamanho significativo.

Esse tipo de movimento geralmente ocorre quando participantes institucionais ou traders de alta convicção buscam entrada imediata, sem preocupação com slippage ou otimização de preço. A prioridade, neste caso, é garantir o posicionamento antes de um possível movimento de continuidade. Por isso, o salto observado no indicador funciona como um sinal de fluxo incomum, associando comportamento agressivo à expectativa de alta.

Historicamente, quando a Binance registra Net Taker Volume fortemente positivo acompanhado de aumento no Open Interest, a tendência predominante costuma continuar no curto prazo, em vez de inverter. Esse padrão técnico reforça a leitura de que a estrutura atual favorece movimentos adicionais de valorização.

De acordo com ele, com esse nível de pressão compradora surgindo de forma clara no mercado de derivativos, o cenário de curto prazo coloca o patamar de US$ 100 mil para o Bitcoin como um alvo realista. A reação do preço nas próximas sessões deve confirmar se essa onda de compras será suficiente para sustentar um movimento mais amplo de continuação.

Portanto, o preço do Bitcoin em 14 de janeiro de 2026 é de R$ 510.966,21. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 14 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), Story (IP) e Internet Computer (ICP), com altas de 34%, 28% e 18%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 14 de janeiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), MemeCore (M) e Canton (CC), com quedas de -8%, -4% e -2% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.