Resumo da notícia
Bitcoin segue lateralizado entre US$ 65 mil e US$ 70 mil.
Dólar forte e tensões globais pressionam mercado cripto.
Falta de catalisadores de alta deve prolongar lateralização.
6h20
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 20/02/2026, está cotado em R$ 354.126,74. O preço do BTC teve uma leve valorização de 1,5%, mas ainda se manteve lateralmente preso entre a resistência de US$ 70 mil e o suporte de US$ 65 mil

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, pressionados por temores geopolíticos após o presidente dos EUA estabelecer um prazo de 10–15 dias para um acordo com o Irã e pela forte valorização do dólar, que caminhava para sua maior alta semanal em quatro meses.
O petróleo avançou diante de preocupações com oferta, enquanto ações de private equity e setores cíclicos sofreram quedas, refletindo o nervosismo dos investidores em meio à crescente incerteza global.
Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em U$ 67.250, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. A combinação de um dólar mais forte e clima de aversão ao risco global tende a reduzir o apetite por ativos voláteis como o Bitcoin, podendo pressionar o preço ainda mais caso as tensões geopolíticas persistam ou se intensifiquem. Entretanto, se houver sinais de alívio nas tensões ou fortes dados macroeconômicos que impulsionem ativos de risco no geral, o BTC pode estabilizar ou até recuperar parte do terreno perdido.
Bitcoin análise técnica
Uma análise da Bitfinex destaca que o Bitcoin tenta se estabilizar após o movimento de capitulação registrado em 5 de fevereiro, quando o preço atingiu a mínima local de US$ 60.100. Desde então, o ambiente macroeconômico ficou mais favorável. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos veio abaixo das expectativas, reforçando a leitura de que o processo de desinflação continua avançando.
Com isso, os rendimentos dos Treasuries recuaram, o dólar perdeu força e o mercado passou a projetar até três cortes de juros em 2026, com abril ganhando espaço como possível início do ciclo de afrouxamento. Para ativos que não pagam rendimento, como o Bitcoin, a queda nas expectativas de juros reais reduz a pressão macroeconômica.
De acordo com a empresa, o posicionamento no mercado de derivativos indica que a recente recuperação tem características de estabilização, e não de um movimento impulsionado por excesso de alavancagem. As taxas de financiamento voltaram a níveis neutros, a volatilidade implícita caiu para abaixo de 50% e os prêmios de proteção contra quedas extremas diminuíram, retornando a patamares mais equilibrados. Isso sugere que os investidores deixaram de montar proteções agressivas, mas também não voltaram a assumir risco excessivo.
Além disso, a Bitfinex destaca que os dados on-chain reforçam esse tom mais construtivo. Cerca de 18.400 BTC foram retirados de exchanges na última semana, mantendo a tendência de queda nos saldos mantidos em corretoras. Ao mesmo tempo, a quantidade de bitcoins em posse de investidores de longo prazo voltou a crescer após meses de distribuição, alcançando 14,3 milhões de BTC depois de atingir o menor nível em dezembro. Historicamente, o aumento da oferta nas mãos de detentores de longo prazo costuma anteceder períodos de recuperação de preço, indicando que investidores mais convictos estão voltando a acumular durante momentos de fraqueza.
Os fluxos para ETFs seguem como principal ponto de atenção. Embora tenham ficado positivos antes da divulgação do CPI, não houve continuidade no movimento. A demanda institucional ainda não voltou de forma consistente, e será necessário um fluxo mais robusto para que o Bitcoin consiga superar resistências relevantes.
Do ponto de vista estrutural, o ativo permanece entre dois níveis importantes. Acima, a região próxima de US$ 78.200, associada ao chamado True Market Mean, passou a funcionar como resistência após repetidas tentativas frustradas de recuperação. Abaixo, o preço realizado, em torno de US$ 55.000, representa uma zona de valor mais profunda do ciclo. Enquanto o Bitcoin permanecer dentro dessa faixa, a tendência é de oscilações em um amplo intervalo, com compras nas mínimas e realização de lucros próximo às áreas de maior custo médio.
Olhando para o movimento de curto prazo, o analista Manish Chhetri, destaca que se o BTC fechar abaixo do nível de consolidação inferior em US$ 65.729 em uma base diária, poderá estender a queda em direção ao nível de suporte chave em US$ 60.000.
O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 35, abaixo do nível neutro de 50 e apontando para baixo em direção aos níveis de sobrevenda, indicando que o ímpeto de baixa está ganhando força. No entanto, a Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) apresentou um cruzamento de alta no domingo, que permanece em vigor, sugerindo que a tendência de alta ainda não foi invalidada.

No entanto, ele também aponta que se o BTC continuar encontrando suporte em torno da faixa de consolidação inferior em US$ 65.729, poderá estender o avanço em direção à faixa de consolidação superior em US$ 71.746.
Portanto, o preço do Bitcoin em 20 de fevereiro de 2026 é de R$ 354.126,74. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 20 de fevereiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Kite (KITE) e Stable (STABLE), com altas de 40%, 19% e 8% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 20 de fevereiro de 2026, são: Arbitrum (ARB), Pi (PI) e Dash (DASH), com quedas de -7%, -5% e -3% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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