9h20
Marco Aurélio, CIO da Vault Capital.
O Bitcoin segue travado na faixa entre US$ 68 mil e US$ 70 mil, uma região que concentra forte relevância técnica e estrutural. O gamma flip está em US$ 70 mil, nível que funciona como divisor de dinâmica: acima dele, o mercado tende a ganhar mais sustentação; abaixo, a pressão permanece defensiva.
Hoje, o put wall está em US$ 60 mil, enquanto a antiga barreira de proteção em US$ 65 mil, amplamente defendida na semana passada, ainda atua como suporte intermediário. A perda consistente dos US$ 65 mil abriria caminho mais rápido para os US$ 60 mil. Para manter uma estrutura mais saudável e reduzir o estresse no curto prazo, o ideal seria o preço voltar a se sustentar acima do gamma flip em US$ 70 mil.
Temos uma semana carregada de eventos que podem influenciar fluxo e expectativa:
Segunda-feira: Mercados dos EUA fechados Dia dos Presidentes)
Quarta-feira: Dados de encomendas de bens duráveis
Quarta-feira: Ata da última reunião do Fed
Sexta-feira: PCE (inflação monitorada pelo Fed)
10 discursos de membros do Fed ao longo da semana
Cerca de 15% das empresas do S&P 500 divulgando resultados
O foco principal recai sobre a Ata do Fed e o PCE, que podem recalibrar expectativas sobre juros e liquidez.

A assimetria atual do mercado chama atenção:
US$ 4,34 bilhões em posições short seriam liquidadas caso o BTC suba 10%
• US$ 2,35 bilhões em posições long seriam liquidadas caso o BTC caia 10%
Isso mostra um mercado mais exposto ao lado vendedor no curto prazo. Caso haja recuperação acima de US$ 70 mil com fluxo comprador consistente, o potencial de short squeeze aumenta. Por outro lado, abaixo de US$ 65 mil, a dinâmica pode acelerar rapidamente para os suportes inferiores.
No momento, seguimos em compressão. A definição virá com rompimento claro da faixa entre 68k e 70k.
9h
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 16/02/2026, está cotado em R$ 359.544,02. Os ursos voltaram a assumir o controle e isso ocasionou uma queda de 2% no preço do BTC que retrocedeu para US$ 68 mil apagando os ganhos do final de semana.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados asiáticos mostraram atividade limitada devido a feriados em grandes centros financeiros e à divulgação de dados econômicos decepcionantes do Japão, que indicaram crescimento quase nulo no último trimestre, reduzindo o ímpeto dos mercados regional e global.
Apesar de um desempenho recente forte em ações de tecnologia e rallies em índices, a cautela prevaleceu antes de importantes dados macroeconômicos dos EUA e de lucros corporativos a serem divulgados na semana. O dólar enfraqueceu após as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve, enquanto ouro e commodities mostraram movimentos mistos em ambiente de liquidez.
Já o Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 68.700, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. A falta de catalisadores positivos imediatos, como dados macro consistentes ou novidades específicas no espaço cripto, combinada com a cautela em mercados tradicionais tende a limitar grandes movimentações no BTC. Embora o dólar mais fraco e expectativas de cortes de juros possam oferecer suporte técnico ao Bitcoin, o ambiente de espera por eventos macroeconômicos importantes gera consolidação e possível pequena pressão lateral ou descendente no curtíssimo prazo até que novos dados orientem os fluxos de risco.
Bitcoin análise técnica
De acordo com Dovile Silenskyte, Diretora de Pesquisa de Ativos Digitais da WisdomTree, a queda atual não reflete a tendência de longo prazo das criptomoedas que, para o analista, superou sua adolescência marcada por ciclos de expansão e retração, impulsionada pelo varejo.
A infraestrutura, em grande parte, funciona bem, a regulamentação está se tornando mais rigorosa em vez de mais flexível, e o capital está se comportando mais como capital institucional. sso muda as regras do jogo.A principal mudança é sutil, mas decisiva, pois o debate passou de "Devemos possuir criptomoedas?" para "Como podemos implementá-las de forma responsável?".Isso é relevante no contexto macroeconômico atual, em que a diversificação tradicional está sob pressão: o risco de inflação tem se mostrado persistente, a dominância fiscal está ressurgindo, as correlações entre ações e títulos se tornaram instáveis e os investidores carecem de fatores de retorno diferenciados.
Silenskyte afirma que três temas que moldam as alocações institucionais em criptomoedas e com isso as criptomoedas estão se tornando mais previsíveis em termos de acesso e governança.
Os produtos negociados em bolsa (ETPs) de criptomoedas incorporaram ativos digitais na infraestrutura institucional, permitindo a exposição por meio de plataformas familiares e convenientes.
A volatilidade diminuiu ligeiramente, especialmente no caso do bitcoin, à medida que a propriedade se consolida entre detentores de longo prazo alinhados com instituições.
A regulamentação atua como um filtro, não como um interruptor de segurança, concentrando o capital em ativos e estruturas que atendem aos padrões de governança, custódia e transparência.


O analista destaca que isso que acontece à medida que as classes de ativos amadurecem: a narrativa dá lugar à função, enquanto o acesso e a governança começam a importar tanto quanto o potencial de valorização.
Assim, ele argumenta que a qualidade da implementação influencia cada vez mais os resultados, e não apenas a seleção de ativos.
Outro ponto abordado pelo analista é que a antiga objeção de "nenhum rendimento" em relação às criptomoedas está perdendo força. O staking transformou partes do mercado, antes puramente expostas ao beta, em ativos de retorno total. Fundamentalmente, essa renda é inerente ao protocolo, e não dependente de alavancagem ou crédito.
O Ether se assemelha cada vez mais a capital digital produtivo, combinando taxas vinculadas ao uso, rendimento de staking e mecanismos de queima de taxas.
O staking líquido elimina a fricção operacional, transformando o staking em uma decisão de investimento em vez de um projeto tecnológico.
A Solana oferece rendimentos de staking mais altos, mas com maior inflação e maior sensibilidade aos ciclos de adoção.

Implicações para o portfólio: renda cripto em camadas. O Ethereum se ancora em profundidade e maturidade institucional, enquanto o Solana introduz exposição à renda cíclica e de beta mais alto. A renda não elimina a volatilidade, mas altera o perfil de retorno e o comportamento do investidor em relação a ela.
Fechando os 3 temas que impulsionam a adoção das criptomoedas atualmente, Silenskyte afirma que as criptomoedas estão saindo da categoria de "alternativas" e entrando nas discussões convencionais sobre alocação de ativos, ao lado do ouro, das commodities e de outros instrumentos de diversificação.
Assim, um número crescente de pesquisas acadêmicas e práticas sugere que alocações pequenas e disciplinadas podem melhorar a eficiência do portfólio ao longo de ciclos completos. Os resultados continuam dependentes do regime e sensíveis à implementação, mas a diversificação deixou de ser apenas teórica.
O Bitcoin é cada vez mais analisado como um ativo não soberano, impulsionado pela escassez, sensível à confiança nos sistemas fiduciários em vez de apenas à inflação realizada.
A assimetria só funciona com disciplina: dimensionamento reduzido, reequilíbrio sistemático e sem busca desenfreada por impulso.
A governança é decisiva. Uma boa governança captura a volatilidade, enquanto uma governança deficiente amplia o risco.

Além disso, ele também argumenta que com o aumento da fiscalização da governança, a construção de portfólios está superando a seleção de tokens. Assim, os ETPs de cestas de criptomoedas baseados em regras abordam diretamente dois erros persistentes dos investidores.
Excesso de confiança: apostas de um único token disfarçadas de estratégia.
Paralisia: não fazer nada porque o mercado parece muito complexo.
As cestas de criptomoedas introduzem disciplina de índice, diversificação e rebalanceamento sistemático. Elas sacrificam os resultados aleatórios em troca de participação repetível e ajustada ao risco.Isso reflete a própria evolução do investimento em ações, da seleção de ações à exposição estruturada, e acompanha a direção que as criptomoedas estão tomando à medida que se integram aos portfólios.
No entanto ele também destaca que nada disso elimina o risco. As criptomoedas continuam voláteis, por vezes influenciadas pelo sentimento do mercado e expostas à incerteza regulatória e tecnológica, com correlações aumentando acentuadamente em cenários de estresse e retornos de staking não garantidos.
A estratégia para criptomoedas em 2026 não é a exposição máxima, mas sim a exposição ideal.
Assim, ele afirma que em 2026, o mercado de criptomoedas será cada vez mais definido pela integração. O objetivo não é maximizar a exposição, mas alocar recursos em um nível significativo, mantendo-se consistente com o risco geral da carteira.
Para investidores focados em acesso, dimensionamento e governança, as criptomoedas estão se tornando uma classe de ativos que pode ser mantida, monitorada e rebalanceada dentro de uma estrutura de portfólio mais ampla.A oportunidade, portanto, reside menos na crença e mais na implementação disciplinada.
Portanto, o preço do Bitcoin em 16 de fevereiro de 2026 é de R$ 359.544,02. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 16 de fevereiro de 2026, são: Stable (STABLE), MYX Finance (MYX) E PiPin (PIPIN) com altas de 12%, 3% e 2% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 16 de fevereiro de 2026, são: Layer Zero (ZRO), Humanity Protocol (H) e Dogecoin (DOGE) com quedas de -13%, -12% e -10% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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