A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta segunda-feira, 07/10/204, em R$ 345.241,81. Os touros estão em busca de recuperar o preço do BTC para iniciar uma nova alta no Uptober, porém para isso, precisam tornar US$ 65 mil em suporte.

Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, destaca que a semana começa e com expectativa de dados importantes referente a inflação e em relação aos empregos e a economia americana.

Ela aponta que as bolsas no mundo estão praticamente estáveis, pois existe uma tensão entre a resposta de Israel no conflito com o Irã, e como isso pode intensificar e ganhar maiores proporções.

"Abrindo o último trimestre do ano, os balanços das principais ações americanas começam a sair, e é um período em que o mercado de renda variável tende a performar bem,  acreditamos que o BTC tende a ter uma boa performance no último trimestre", disse.

Segundo ele, vale ressaltar que no último trimestre, o BTC teve uma entrada positiva de US$ 501 milhões de dólares apesar dos ETFs, que vem crescendo. De 25 lançamentos de ETFs esse ano, 10 foram de Bitcoin – a demanda vem crescendo gradativamente e a oferta vem diminuindo, e o bitcoin está se tornando cada vez mais escasso.

"Chegaremos em um ponto em que não teremos mais Bitcoins para venda. As pessoas que quiserem comprar BTC vão ter que procurar em algum lugar, e se as pessoas não quiserem vender, automaticamente esse preço pode tomar proporções muito grandes.

Temos que colocar um contraponto que, além da tensão em relação ao conflito e eleições nos Estados Unidos, por outro lado temos elementos relevantes, como o último trimestre do ano, o balanço das empresas, a escassez de BTC e a demanda de ETF crescendo; tudo isso pode ajudar para que o bitcoin chegue em um preço em que todos estão esperando, entre US$ 94 mil e US$ 94 mil", finaliza.

Do ponto de vista da análise técnica, o analista Rakesh Upadhyay apresentou uma previsão otimista para o preço do Bitcoin (BTC), ressaltando que a criptomoeda está tentando fechar a semana acima de US$ 62.500, bem acima da mínima intra-semanal de pouco menos de US$ 60.000.

Esse movimento indica que os compradores estão aproveitando os níveis mais baixos para adquirir a moeda, o que pode sinalizar uma recuperação nos preços.

“A tentativa do Bitcoin de se manter acima de US$ 62.500 sugere que os investidores estão comprando nas quedas, o que pode gerar um movimento de alta nos próximos dias”, afirmou Upadhyay.

A recuperação do Bitcoin vem em um momento de incerteza no mercado financeiro, porém, alguns fatores macroeconômicos podem favorecer a criptomoeda. Um ponto positivo para o mercado de criptomoedas, segundo Upadhyay, é o fato de que a ferramenta FedWatch do CME Group está precificando uma probabilidade de 97% de que o Federal Reserve reduza as taxas de juros em 25 pontos-base na reunião de 7 de novembro.

"Se o Federal Reserve cortar as taxas de juros, isso pode impulsionar o sentimento de risco no mercado e beneficiar o Bitcoin", explicou o analista.

Outro fator que pode contribuir para a recuperação é a diminuição do número de Bitcoins mantidos em exchanges centralizadas. De acordo com dados da CryptoQuant, essas exchanges possuem pouco mais de 2,8 milhões de Bitcoins, o menor número desde novembro de 2018. Essa queda na oferta de Bitcoin nas plataformas de negociação centralizadas pode levar a um aumento no preço.

"Quando há menos liquidez disponível nas exchanges, historicamente observamos movimentos de alta nos preços", comentou Upadhyay.

O analista também destacou que, se os compradores conseguirem manter o preço acima da média móvel exponencial de 20 dias (US$ 62.237), o momento de alta poderá se intensificar, com o par BTC/USDT podendo subir para US$ 66.500.

“Esse nível pode atrair vendedores, mas se os compradores conseguirem superar essa resistência, o preço poderá alcançar US$ 70.000”, disse Upadhyay.

Por outro lado, os vendedores não estão fora do jogo. Caso os ursos consigam arrastar o preço abaixo da média móvel simples de 50 dias (US$ 60.589), o BTC poderá cair para US$ 57.500 e, eventualmente, encontrar suporte crucial em US$ 54.000.

“Se os vendedores quiserem evitar novas altas, eles terão que agir rápido e puxar o preço para abaixo dos US$ 60.000”, alertou o analista.

Olhando para o gráfico de 4 horas, Upadhyay apontou que os touros defenderam com sucesso a média móvel exponencial de 20. O índice de força relativa (RSI) entrou em território positivo, indicando que o momento agora favorece os compradores.

“Se o preço fechar acima da média móvel de 50, as chances de uma alta para US$ 65.000 aumentam significativamente”, completou.

Portanto, o preço do Bitcoin em 07 de outubro de 2024 é de R$ 345.241,81. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0029 BTC e R$ 1 compram 0,0000029 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 07 de outubro de 2024, são: dogwifhat (WIF), Popcat (POPCAT) e Bittensor (TAO) com altas de 18%, 17% e 13% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 07 de outubro de 2024, são: Monero (XMR), Wormhole (W) e Maker (MKR) com quedas de -4%, -2% e -1% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão