Resumo da notícia
ETFs registram saída de US$ 486 milhões, indicando forte realização institucional.
Mercado reduz risco antes do relatório de empregos, elevando volatilidade.
Suportes críticos entre US$ 90 mil e US$ 89.580 definem o próximo movimento do BTC.
11h10
Paulo Aragão, economista e host do podcast Giro Bitcoin
O Bitcoin voltou para a região dos US$ 89 mil, retornando ao ponto inicial do último rompimento após uma combinação de fatores: realização de lucros por parte de mineradores, saídas líquidas de US$ 243 milhões dos ETFs e uma rejeição clara na região dos US$ 93.600. Esse movimento reforça a leitura de que o mercado passa por um ajuste natural depois da recente alta.
No mercado de derivativos, o comportamento segue construtivo. Investidores continuam pagando para se posicionar em cenários de alta mais à frente, inclusive com apostas mirando o primeiro trimestre do ano. Ao mesmo tempo, parte da pressão recente parece estar ligada à limpeza de posições excessivamente alavancadas, algo comum antes de movimentos mais consistentes.
Apesar da volatilidade de curto prazo, uma queda adicional em direção à região dos US$ 87 mil não seria algo fora do esperado neste momento. Esse tipo de movimento ainda se encaixa dentro de um processo saudável de consolidação e não altera, por si só, a leitura de médio prazo.
Chama atenção também que, historicamente, é incomum o Bitcoin iniciar uma correção mais profunda sem antes testar seu ponto de referência anual, atualmente em torno dos US$ 96 mil, o que mantém o cenário de recuperação no radar, mesmo com o mercado mais instável agora.
No mercado de altcoins, o momento pede cautela. Ethereum segue com uma zona sensível próxima dos US$ 3 mil, enquanto XRP e Solana enfrentam áreas de ajuste após fortes movimentos recentes. Esses movimentos não invalidam a tendência estrutural, mas indicam que o mercado ainda está digerindo ganhos.
6h10
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 08/01/2026, está cotado em R$ 487.105,77. O preço do BTC caiu novamente e agora testa o nível de US$ 90 mil que, se perdido mais uma vez, deve devolver o ativo para US$ 87 mil e apagar todos os ganhos do início do ano.

Por que o Bitcoin caiu hoje?
O movimento mais pesado surgiu dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. Esses produtos, que costumam medir o apetite dos investidores institucionais, registraram saída de US$ 486 milhões em apenas um dia. Esse volume representou o pior resultado em dois meses, e ele anulou parte das fortes entradas registradas no começo de janeiro.
Esse comportamento mostrou um claro movimento de realização de lucros após um período de forte valorização. Além disso, o chamado Coinbase Premium Gap ficou negativo, indicando que investidores americanos pagaram menos pelo BTC do que traders globais, um sinal clássico de enfraquecimento institucional.
Esse fluxo negativo reduziu a liquidez compradora e aumentou a volatilidade no mercado à vista. De acordo com Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, uma nova rodada de saídas pode intensificar a pressão e empurrar o preço para níveis mais baixos.
Ao mesmo tempo, os operadores diminuíram posições alavancadas antes do relatório de empregos dos Estados Unidos, que será divulgado nesta sexta-feira. As previsões apontam a criação de 73 mil vagas e taxa de desemprego próxima de 4,5%. Números fracos podem aumentar as apostas de cortes de juros, enquanto dados fortes podem afastar essa possibilidade.
O comportamento mais conservador reforçou o clima tenso. As posições em derivativos encolheram 22,93%, mostrando que traders preferiram ficar expostos a menos risco até entender o impacto do relatório. A correlação do Bitcoin com ativos de risco aumentou em 2026, e isso ampliou o impacto de qualquer evento macroeconômico relevante.
O Bitcoin também enfrentou dificuldades técnicas importantes. O preço não conseguiu se manter acima da média móvel de 7 dias, que está perto de US$ 91.373, nem acima do nível de Fibonacci de 23,6%, em US$ 92.325. Enquanto isso, o RSI permaneceu em zona neutra, e o MACD mostrou queda na energia compradora.
Com isso, traders ficaram atentos ao suporte de US$ 89.599, nível que representa 50% da retração de Fibonacci. Outro ponto crítico aparece em US$ 88.380, onde muitos algoritmos tendem a reforçar ordens de venda se o preço romper esse patamar. Já a média móvel de 50 dias, perto de US$ 90.064, segue como referência porque o Bitcoin não opera abaixo dela desde dezembro.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research destaca que os mercados globais apresentaram desempenho misto, com preços do petróleo recuperando parcialmente após recentes quedas e após as tensões geopolíticas, incluindo ações dos EUA relacionadas ao petróleo venezuelano, sustentando uma leve alta das commodities.
Os mercados de ações oscilaram na Ásia, com o índice Nikkei em queda e futuros de ações dos EUA praticamente estáveis, enquanto investidores aguardam o relatório de emprego dos EUA, que deve influenciar expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Já o Bitcoin, cotado atualmente em cerca de US$ 91.100, tem uma expectativa de preço no curto prazo neutro a levemente positivo.
A recuperação dos preços do petróleo e o clima de liquidez global, em meio à expectativa de cortes de juros nos EUA, tendem a sustentar apetite por risco e criar um pano de fundo favorável para ativos como o BTC. Contudo, a incerteza derivada de geopolítica e dados macro mistos limita a força de uma alta expressiva, podendo resultar em consolidação ou movimentos laterais antes da divulgação dos dados de emprego norte‑americanos.
Bitcoin análise técnica
Slobodan Drvenica, da Windsor Brokers, ressaltou que o Bitcoin tenta se manter dentro da parte superior de um grande intervalo de seis semanas, mesmo após falhas repetidas na resistência de US$ 94 mil. Ele pediu atenção aos suportes de US$ 90 mil e US$ 89.580.
“A perda dessa área enfraquece a estrutura e pode abrir espaço para queda mais profunda”, afirmou. Drvenica citou ainda o papel do RSI em direção negativa e a tentativa de cruzamento positivo das médias de 10 e 55 dias.
No campo mais otimista, Bill Miller IV, da Miller Value Partners, declarou à CNBC que o Bitcoin está construindo uma base mais sólida do que no início de 2025. Segundo ele, o ativo deve “atingir uma nova máxima histórica ainda esse ano”, sinalizando confiança na retomada da tendência de alta.
Já Rakesh Upadhyay, do Cointelegraph, avaliou que o suporte na média móvel de 20 dias segue crucial. Caso o preço reaja com firmeza, ele vê possibilidade clara de ataque ao patamar psicológico de US$ 100 mil e, em seguida, à região de US$ 107.500. Porém, Upadhyay alertou que uma perda consistente das médias pode prolongar a consolidação ou até reforçar o controle dos vendedores.

Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de janeiro de 2026 é de R$ 487.105,77. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 08 de janeiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), UNUS SED LEO (LEO) e Chiliz (CHZ), com altas de 5%, 2% e 1%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de janeiro de 2026, são: ZCash (ZEC), Pump.fun (PUMP) e Dash (DASH), com quedas de -13%, -10% e -9% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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