Resumo da notícia
Baleias movimentaram 12.000 BTC para exchanges, aumentando a oferta e pressionando o preço.
Rejeição técnica em US$ 94.762 e RSI sobrecomprado reforçaram a realização de lucros.
Tensões regulatórias na Coreia do Sul e ambiente macro fraco intensificaram a aversão ao risco.
10h20
Paulo Aragão, economista e Host do Podcast Giro Bitcoin
O Bitcoin tenta se recuperar após ter caído abaixo dos US$ 92 mil durante o pregão americano de ontem, depois de não conseguir sustentar uma quebra clara da região dos US$ 94 mil. Apesar dessa correção pontual, o pano de fundo segue construtivo: somente nos dois primeiros dias de negociação de 2026, os ETFs de Bitcoin já registraram mais de US$ 1 bilhão em entradas líquidas, um sinal forte de demanda institucional.
O mercado de opções também mostra uma mudança importante de comportamento. Cresce o número de investidores apostando em um Bitcoin próximo dos US$ 100 mil, enquanto a procura por proteção contra quedas perdeu força, indicando um aumento do otimismo em relação ao ativo.
Existe ainda um fator psicológico relevante neste momento. Historicamente, a forma como os mercados se comportam nos primeiros dias do ano costuma influenciar o restante do período. Um início forte geralmente indica confiança e entrada de capital institucional, enquanto um começo fraco sugere cautela. No caso do Bitcoin, os fluxos iniciais apontam mais para o primeiro cenário do que para o segundo.
No curto prazo, o principal ponto de atenção é a capacidade do Bitcoin de se manter acima da antiga faixa de consolidação do fim de novembro e dezembro. O nível de US$ 93.530 se torna uma referência importante: fechamentos diários acima dessa região reforçam a leitura de continuidade da recuperação, enquanto a perda desse patamar aumenta o risco de uma nova rodada de volatilidade.
Em resumo, o Bitcoin enfrenta uma zona decisiva. A correção recente não invalida o movimento de alta, especialmente diante do forte interesse institucional. A forma como o preço se comportar acima dos níveis atuais deve definir se o mercado está apenas respirando ou se prepara para uma nova perna de valorização
10h
Guilherme Prado; country manager da Bitget no Brasil
O Bitcoin segue em movimento corretivo, com o preço se aproximando do suporte na região de US$ 92 mil, em meio à intensificação da pressão vendedora. Parte desse movimento está ligada à realização de lucros após a forte valorização registrada nos últimos dias, um comportamento típico após ralis mais acelerados. O ajuste também vem sendo amplificado pelo aumento nas liquidações no mercado e por um ambiente de maior cautela.
Dados da Coinglass indicam que o mercado cripto registrou cerca de US$ 447 milhões em liquidações nas últimas 24 horas, sendo aproximadamente US$ 111 milhões em posições compradas de Bitcoin. Além disso, os investidores permanecem atentos aos dados de emprego dos Estados Unidos, que serão divulgados na sexta-feira, um indicador-chave para as expectativas de política monetária e para o apetite ao risco nos mercados globais.
No aspecto técnico, o RSI diário recuou para 60, sinalizando perda de força do momentum comprador, embora ainda em território positivo. A média móvel exponencial de 50 dias, em torno de US$ 91.784, segue como um suporte relevante. Caso esse nível seja perdido, o mercado pode ver uma aceleração da correção, com risco de nova onda de vendas levando o BTC abaixo dos US$ 90 mil.
9h30
Vault Capital
O Bitcoin segue conseguindo se manter acima da região dos US$ 93.500, o que é positivo dentro da estrutura atual. Ainda assim, para darmos continuidade ao movimento de alta, é fundamental a entrada de fluxo comprador consistente. O nível-chave agora passa a ser a faixa dos US$ 95.232. Acima disso, o caminho fica mais livre para buscarmos US$ 96.500 e, em seguida, a região dos US$ 98 mil, onde está o custo médio dos short-term holders STH. Trabalhar acima desse nível alivia bastante a pressão psicológica e estrutural do mercado.
Hoje o dia começou com uma correção natural, testando a região dos US$ 91.700, que enxergamos como um suporte relevante no curto prazo. Caso esse nível venha a ser perdido, os próximos pontos de atenção ficam em US$ 91.400 e, mais abaixo, no CME gap em US$ 90.264. Esses níveis não mudam o cenário maior, mas ajudam a entender onde o mercado pode buscar apoio caso a correção se estenda um pouco mais.
Do lado on-chain, um sinal que seguimos acompanhando de perto é o comportamento dos Long Term Holders LTHs). No momento, o VDD caiu de forma expressiva, operando em níveis muito baixos quando comparado à média anual. Hoje, com uma leitura próxima de 0,55, o indicador está cerca de duas vezes abaixo da média do ano, o que mostra claramente que os detentores de longo prazo reduziram drasticamente a atividade de venda.
Historicamente, dentro deste ciclo, esse tipo de leitura aparece logo após correções mais fortes, indicando que, nos níveis atuais de preço, os LTHs voltam a se comportar como detentores típicos, ou seja, seguram posição em vez de distribuir. Isso ajuda a explicar por que, mesmo com correções intradiárias, o mercado segue encontrando suporte.
A correção vista nesta manhã parece muito mais um ajuste técnico, ligado à limpeza de excesso de alavancagem que foi se acumulando com a alta recente, do que qualquer mudança estrutural no cenário. Esse tipo de movimento é comum após impulsos mais fortes.
A dinâmica para o dia tende a seguir dois caminhos principais: ou vemos mais um período de correção ao longo do dia, com o preço se equilibrando próximo ao zero a zero até o fim da sessão americana, ou entra fluxo já na abertura de Wall Street, permitindo um novo teste das regiões acima de US$ 93 mil.
De forma geral, essa correção é saudável dentro do contexto atual. Ela ajuda o mercado a respirar, ajustar posições e construir uma base mais sólida para que o Bitcoin consiga avançar para níveis mais altos com mais consistência.
7h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 07/01/2026, está cotado em R$ 493.360,86. O preço do BTC caiu após uma sequência de alta que vinha desde o começo do ano e agora o caminho dos touros para US$ 100 mil fica um pouco mais difícil.

Por que o Bitcoin caiu hoje?
O Bitcoin caiu hoje depois de enfrentar um conjunto de fatores que pressionaram o preço no curto prazo. Mesmo com ganhos acumulados na semana, o movimento negativo das últimas coincidiu com sinais claros de realização de lucros, aumento de oferta no mercado e preocupações regulatórias vindas da Ásia.
De acordo com Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, o primeiro fator que pesou sobre o mercado foi o comportamento das baleias, investidores que movimentam grandes quantidades de Bitcoin. Nos últimos dias, esses players transferiram aproximadamente 12.000 BTC para exchanges, um dos maiores volumes semanais desde 2025. Esse tipo de movimento costuma ser interpretado como intenção de venda. Com os preços próximos de um nível de resistência importante, a pressão adicional de oferta intensificou o recuo.
Esse fluxo se assemelha ao registrado em novembro de 2024, período que também antecedeu correções relevantes no Bitcoin. A lógica é simples: quando mais BTC entra nas exchanges, aumenta a possibilidade de venda imediata, o que gera pressão baixista. O mercado agora monitora se os fluxos voltarão ao padrão de saída, movimento que costuma indicar retomada da confiança.
Além disso, o Bitcoin enfrentou dificuldades técnicas. O preço foi rejeitado na região de US$ 94.762, ponto considerado um swing high de Fibonacci, e recuou até a zona de suporte em US$ 91.400. O indicador RSI de 7 dias, que atingiu 80,65, mostrava um mercado claramente sobrecomprado, o que normalmente incentiva investidores a realizar lucros. Quando o RSI ultrapassa níveis elevados, cresce a probabilidade de correção, e foi exatamente o que ocorreu.
A perda momentânea de força acima dos US$ 94 mil abriu espaço para um recuo mais amplo. Caso o suporte de US$ 91.400 não se sustente, analistas apontam a possibilidade de queda até US$ 88.380, próximo ao nível de retração de 61,8%. Mesmo assim, um suporte forte nessa faixa pode reacender a tendência de alta.”, afirma Ermolaev.
ETFs ainda em alta
Outro elemento que pesou sobre o mercado veio de fora: o ambiente regulatório. A Coreia do Sul propôs a criação de um sistema que permitiria às autoridades congelar contas de criptomoedas antes mesmo da conclusão de investigações. A iniciativa pretende combater manipulação de mercado, mas foi recebida com preocupação por traders que temem restrições de acesso e redução de liquidez. Essas medidas adicionaram cautela a um mercado já pressionado por fatores técnicos.
Apesar da queda de hoje, o cenário geral do Bitcoin não é totalmente negativo. Os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos continuam registrando entradas consistentes. Os fundos já acumulam US$ 123,6 bilhões em ativos, com US$ 3,6 bilhões de novos aportes apenas na última semana. Esse fluxo institucional constante funciona como uma âncora de estabilidade, absorvendo parte da pressão vendedora e ajudando a limitar quedas mais profundas.
Ao mesmo tempo, o sentimento do mercado se mantém neutro, com o Fear & Greed Index em 49. Essa leitura indica um mercado sem pânico, mas também sem um impulso claro de compra. A leve redução da dominância do Bitcoin, agora em 58,16%, sugere que parte do capital migrou para altcoins, mas o BTC continua sendo o principal porto seguro em momentos de incerteza.”, finaliza.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, apontou que os mercados asiáticos recuaram nesta quarta-feira, com o índice MSCI Asia‑Pacific fora do Japão caindo cerca de 0,2%, pois investidores assimilam o impacto de tensões geopolíticas, incluindo a reconfiguração da produção de petróleo venezuelano, e dados econômicos mistos.
Além disso, ele aponta que os preços do petróleo desabaram após o anúncio de que a Venezuela poderá enviar até 50 milhões de barris de petróleo ao mercado dos EUA a preço de mercado, acentuando pressões de oferta. Enquanto isso, o dólar manteve força em meio à incerteza global e investidores aguardam dados cruciais de emprego dos EUA que orientarão expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.
No mercado cripto, o Bitcoin apresentou leve queda, refletindo esse contexto de leve aversão ao risco, sendo cotado atualmente em aproximadamente US$ 92500. A expectativa de curto prazo para o Bitcoin é neutra a levemente negativa. O ambiente macro de dólar forte e expectativas pendentes de dados de emprego dos EUA tende a limitar o apetite por ativos de risco e reduzir influxos diretos para o BTC no curtíssimo prazo. Além disso, a queda nos preços de ativos correlacionados, como petróleo, e a ausência de um catalisador macro claramente positivo sugerem que o BTC pode oscilar lateralmente com leve pressão descendente até que surjam dados de emprego ou novas pistas sobre política monetária do Fed.
Bitcoin análise técnica
O analista Manish Chhetri afirma que se o BTC fechar acima da resistência de US$ 94.253, poderá estender a alta em direção ao importante nível psicológico de US$ 100.000.
O Índice de Força Relativa (IFR) está em 59, acima do nível neutro de 50, indicando que os compradores continuam no controle do momentum. Além disso, o indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) mostra um cruzamento de alta e barras verdes ascendentes no histograma acima do nível neutro, reforçando ainda mais a perspectiva de alta.

No entanto, se o BTC sofrer uma correção e fechar abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, em 91.774, poderá estender a queda em direção ao importante suporte em US$ 90.000.
Portanto, o preço do Bitcoin em 07 de janeiro de 2026 é de R$ 493.360,86. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 07 de janeiro de 2026, são: Jasmycoin (JASMY), Memecore (M) e Hyperliquid (HYPE), com altas de 5%, 4% e 3%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 07 de janeiro de 2026, são: Stacks (STX), Mantle (MNT) e Dash (DASH), com quedas de -7%, -6% e -5% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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