A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta sexta-feira, 15/03/204, em R$ 338.178,25. Após tentar romper novamente com a resistência no nível de US$ 73 mil, os touros não resistiram e o BTC caiu cerca de 8%, voltando para US$ 67.600.

O movimento de queda já vinha sido antecipado pelo analista Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget. Em sua análise feita ontem para o Cointelegraph, Pereira adiantou que uma correção era eminente e que ela ocorreria ainda esta semana.

"A atual configuração técnica do Bitcoin indica a formação de uma cunha ascendente, tradicionalmente interpretada como um sinal de baixa. Essa formação é acompanhada por uma notável divergência, aumentando a probabilidade de um rompimento descendente no curto prazo. A antecipação de tal movimento sugere uma iminente correção no valor do Bitcoin, potencialmente se desdobrando ainda esta semana", destacou na análise de ontem.

Agora o analista sugere que a correção pode se estender até US$ 63 mil se os touros não forem capazes de segurar a atual faixa de negociação.

"O fundo feito pelo BTC ontem, em US$ 68.600, se torna o suporte mais importante para se observar durante o fim de semana. Caso o preço perca esse suporte, é bem provável que inicie uma nova onde de baixa que pode ir de US$ 65 a US$ 63 mil", aponta.

Bitcoin em tendência de queda

Quem também aponta que a correção pode se estender além dos níveis atuais é o analista Alexander Kuptsikevich. Segundo ele, a atual área de compra ativa está abaixo dos níveis de venda da semana passada, o que indica uma forte pressão dos vendedores e pouca adesão dos compradores.

"Obviamente, novos máximos históricos são um gatilho para vendas. Alguns jogadores estão realizando lucros, o que levanta a questão de saber se haverá compradores quentes suficientes nos níveis atuais ou se a maioria preferirá esperar por uma correção mais profunda", disse.

Segundo ele, em um cenário corretivo, as áreas de US$ 65,0-65,5 mil e US$ 60,0-60,5 mil são de particular interesse, pois contêm níveis redondos importantes (significativos para o varejo) e as linhas de retração de Fibonacci de 76,4% e 61,8%.

Na mesma linha, o especialista conhecido como @thescalpingpro destacou que em todos os mercados em alta os preços geralmente sofrem vários retrocessos de curto prazo antes de atingir seu pico.

"O preço subiu +378% em relação ao valor mais baixo, de US$ 15.500. Já testemunhamos 4 retrocessos de cerca de 20-22%, e mais alguns retrocessos são prováveis, à medida que o preço continua a subir em direção ao seu pico. Não se abale, eles são oportunidades para comprar", disse.

Oportunidade de compra de Bitcoin na próxima queda

Beto Fernandes, analista da Foxbit, destaca que os dados macroeconômicos nos Estados Unidos azedaram o dia do Bitcoin. O mercado até digeriu bem o leve avanço da inflação ao consumidor, no início da semana. Mas a inflação ao produtor acelerou bem mais rápido do que o esperado, colocando todos os setores de risco em correção, e valorizando o dólar.

"Apesar de não mudar muito a perspectiva do mercado em relação aos juros norte-americanos para a próxima reunião, esses dados inflacionários levantam dúvidas se um corte na taxa pode acontecer ainda no primeiro semestre", aponta.

Ainda segundo Fernandes, os fundamentos específicos do Bitcoin mostram que, além dos ETFs, há um grande foco no halving, que deve ocorrer em meados de abril. Enquanto os mineradores seguem enviando cada vez mais BTCs às exchanges para a realização de lucros, a taxa de hash atinge um novo máximo histórico, mostrando que muitas máquinas estão operando para acumular o maior volume possível da criptomoeda antes do corte na emissão.

"O mercado de derivativos também sofreu com a queda de preços. Nas últimas 24 horas, quase US$ 300 milhões em contratos futuros de compra foram liquidados pelo segundo dia consecutivo. Mesmo assim, a taxa de financiamento médio permanece no 0,04%, indicando que a especulação está aquecida e potencialmente alavancada.”, destacou.

Portanto, o preço do Bitcoin em 15 de março de 2024 é de R$ 338.178,25. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 15 de março de 2024, são: Conflux (CFX), LEO Token (LEO) e SEI (SEI), com altas de 5%, 2% e 1% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 15 de março de 2024, são: Bitcoin SV (BSV), Bonk (BONK) e Floki (FLOKI) com quedas de -20%, -15% e -14% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão.