A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta segunda-feira, 17/02/2025, em R$  552.232,82. O preço do BTC iniciou a semana em queda de quase 2% sofrendo ainda com os dados da macroeconomia americana e mantendo seu movimento lateral, preso entre, US$ 95 mil e US$ 102 mil.

Kais Altabbaa, gerente de negócios na Bitget, destaca que na última semana, o mercado de criptomoedas registrou uma queda significativa, impulsionada por múltiplos fatores. Eventos macroeconômicos, como os anúncios do Federal Reserve dos EUA, aumentaram a incerteza nos mercados financeiros, pressionando negativamente os ativos digitais.

Além disso, segundo ele, as crescentes tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, ampliaram a aversão ao risco entre investidores, que buscaram ativos mais seguros e reduziram suas exposições em criptomoedas.

"Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu suportes-chave, sinalizando uma possível continuação da tendência de baixa caso não haja uma recuperação convincente nos próximos dias. Em resumo, o mercado cripto permanece altamente volátil e sensível a fatores externos, exigindo cautela por parte dos investidores", disse.

O Bitcoin tem mostrado um comportamento independente do mercado de ações, conforme aponta o analista Mike Ermolaev, fundador da Outset PR. "A correlação do Bitcoin com o S&P 500 caiu para zero, indicando que, no momento, não há nenhuma ligação entre os dois", explica Ermolaev.

Esse fenômeno não era observado desde 5 de novembro de 2024, pouco antes de o Bitcoin ultrapassar a marca dos US$ 100 mil.

Além disso, o mercado está vivenciando um intenso movimento de liquidez. "Estamos vendo uma verdadeira caçada à liquidez no Bitcoin", destaca Ermolaev. O mais recente heatmap de liquidações mostra volumes pesados na região de US$ 96.100, com eliminações agressivas de posições long e short.

Os clusters de alta liquidez indicam potenciais próximos alvos de preço, com exchanges como Binance e Bitget dominando o volume de liquidação.

"Esses dados sugerem que os grandes players do mercado estão reposicionando suas ordens, criando zonas de pressão que podem definir o próximo movimento do Bitcoin", acrescenta Ermolaev.

No contexto macroeconômico, há sinais de alerta vindos do mercado de ações. O Bank of America apontou que 60% dos sinais baixistas foram acionados, sendo que, historicamente, quando esse número atinge 70%, um pico do mercado costuma se seguir.

"Esse dado reforça a importância de observar como o Bitcoin reagirá a um possível movimento de retração das bolsas", conclui Ermolaev.

O analista Manish Chhetri destaca que o preço do Bitcoin caiu abaixo do nível de suporte de US$ 100.000 em 4 de fevereiro e vem se consolidando entre US$ 94.000 e US$ 100.000 desde então. No momento em que este artigo foi escrito na segunda-feira, o BTC estava em torno de US$ 96.400.

"Se o BTC romper e fechar abaixo do limite inferior da faixa de consolidação de US$ 94.000, ele poderá estender o declínio para testar seu nível psicologicamente importante de US$ 90.000. O Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário lê 44, consolidando-se após ser rejeitado em seu nível neutro de 50 na semana passada e indicando um momentum ligeiramente pessimista. Além disso, a Convergência Divergência da Média Móvel (MACD) mostrou um cruzamento pessimista e barras vermelhas no histograma, sugerindo uma correção adicional", disse.

No entanto, ele aponta que se o BTC ultrapassar o limite superior da faixa de consolidação de US$ 100.000, ele estenderá a recuperação para testar novamente sua máxima de 31 de janeiro de US$ 106.012.

Neil Roarty, analista de criptomoedas da ClickOut Media, também aponta que o Bitcoin passou a maior parte de fevereiro se consolidando em uma faixa estreita logo abaixo da marca de US$ 100.000. Embora pareça haver um forte apoio a este nível, crescem as preocupações sobre o que poderá acontecer se não conseguir subir antes do final do mês.

“Mesmo com um presidente pró-cripto na Casa Branca, o sentimento do mercado parece cada vez mais cauteloso antes da divulgação, na quarta-feira, da ata da reunião de janeiro do Federal Reserve. Se a ata indicar uma relutância em cortar as taxas, apesar da crescente pressão do presidente Trump, isso pode ser suficiente para tirar o Bitcoin de sua estreita faixa de negociação e abaixo de US$ 90.000 pela primeira vez em três meses", disse.

Já o analista do Cointelegraph, Rakesh Upadhyay, aponta que o nível de US$ 100.000 provavelmente atuará como um obstáculo, mas espera-se que seja cruzado. O par BTC/USDT pode subir para US$ 102.500 e, posteriormente, para US$ 106.500.

"Se os ursos quiserem evitar a alta, eles terão que arrastar o preço abaixo do suporte imediato em US$ 94.000. Isso pode afundar o par para o suporte sólido em US$ 90.000. Espera-se que os compradores cheguem ferozmente ao nível de US$ 94.000 porque uma quebra abaixo dele completará um padrão de topo duplo de baixa. O próximo suporte na baixa é US$ 85.000", destaca.

Portanto, o preço do Bitcoin em 17 de fevereiro de 2025 é de R$  552.232,82. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0018 BTC e R$ 1 compram 0,0000018 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 17 de fevereiro de 2025, são: Sonic (S), Aave (AAVE) e Bitget Token (BGB), com altas de 11%, 6% e 5% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 17 de fevereiro de 2025, são: Jupter (JUP), Raydium (RAY) e Litecoin (LTC), com quedas de -9%, -6% e -5% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão