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Stephen Katte
Escrito por Stephen Katte,Redator
Felix Ng
Revisado por Felix Ng,Editor da Equipe

Mineradoras de Bitcoin se preparam para grande tempestade de gelo no sul dos EUA

Mineradoras de Bitcoin já desligaram seus equipamentos para aliviar a carga na rede no passado, como em 2022, quando mineradoras no Texas reduziram suas atividades durante uma grande tempestade de inverno.

Mineradoras de Bitcoin se preparam para grande tempestade de gelo no sul dos EUA
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Uma tempestade de inverno que ameaça atingir grande parte do sul dos EUA com gelo e neve intensa neste fim de semana pode levar mineradoras de Bitcoin a reduzir suas operações até que a frente fria passe.

A empresa americana de previsão do tempo AccuWeather informou na quinta-feira que uma “tempestade de inverno massiva” pode se estender por 1.800 milhas, do extremo oeste do Texas até a costa do meio-Atlântico, derrubando o fornecimento de energia, impedindo viagens em mais de uma dúzia de estados e afetando mais de 60 milhões de pessoas.

Quando grandes tempestades causaram problemas nas redes elétricas no passado, mineradoras de Bitcoin desligaram seus equipamentos para aliviar a carga na rede. Em 2022, quando uma grande tempestade de inverno atingiu o Texas, mineradoras de criptomoedas em todo o estado reduziram voluntariamente suas atividades.

Daniel Batten, pesquisador de questões ambientais, sociais e de governança (ESG) do Bitcoin (BTC), disse ao Cointelegraph que as mineradoras provavelmente farão o mesmo novamente.

“Acho que, com eventos climáticos extremos se tornando mais comuns em jurisdições ao redor do mundo, a necessidade de balanceamento de carga da mineração de Bitcoin, principalmente à medida que mais energia solar e eólica entram nas redes, só vai aumentar”, acrescentou.

A AccuWeather prevê que a tempestade afetará dezenas de milhões e provavelmente resultará em quedas de energia em vários estados dos EUA. Fonte: AccuWeather

Mineradoras de Bitcoin podem ajudar a estabilizar redes elétricas por meio do balanceamento de carga, atuando como uma resposta rápida e controlável da demanda. As mineradoras se instalam perto de usinas eólicas ou solares e aumentam a atividade para absorver o excedente de energia, desligando quando a rede fica mais sobrecarregada.

Um relatório de terça-feira do Digital Assets Research Institute sugeriu que a mineração de Bitcoin economizou ao Texas cerca de US$ 18 bilhões ao eliminar a necessidade de novas usinas a gás de pico.

Bitdeer não espera que a tempestade interrompa suas operações

A mineradora Bitdeer, com sede em Singapura, que opera mais de 293.000 equipamentos globalmente, incluindo no Texas e em outras localidades dos EUA, disse ao Cointelegraph que não espera que a tempestade cause uma grande interrupção em suas operações.

“Tempestades normalmente não impactam diretamente nossas operações. Temos procedimentos operacionais padrão conforme as estações mudam, como a preparação de tubulações para o inverno. A equipe do local monitora a situação do clima, então consegue responder rapidamente”, disse um porta-voz da Bitdeer.

O porta-voz acrescentou que o Electric Reliability Council of Texas considera as mineradoras de Bitcoin como “grandes cargas flexíveis”, o que significa que elas podem reduzir seu consumo de eletricidade quando solicitado, ao contrário de outros usuários industriais que têm demandas elétricas fixas.

“A Bitdeer está pronta para apoiar totalmente a rede caso ocorram restrições de oferta”, afirmou.

Mineradoras dos EUA controlam a maior parcela do hashrate

As mineradoras são a base da rede do Bitcoin. Elas validam e registram todas as transações de Bitcoin em novos blocos. Quanto mais mineradoras participam, maior é o hashrate, o que ajuda a proteger a rede.

Os EUA abrigam uma grande parcela do poder de mineração global, com a plataforma de dados Hashrate Index estimando que o país controla quase 38% do hashrate mundial.

Algumas das maiores mineradoras dos EUA incluem Marathon Digital Holdings e Riot Platforms.

Mineradoras baseadas nos EUA controlam a maior parcela do hashrate global, seguidas por mineradoras na Rússia e na China. Fonte: Hashrate Index 

Também há um grande número de instalações nos EUA. A agência federal Energy Information Administration constatou em 2024 que existiam mais de 137 instalações de mineração de criptomoedas no país, com as maiores concentrações no Texas, na Geórgia e em Nova York.

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