Terça-feira, 4 de junho — virtualmente todas as principais criptomoedas estão hoje no vermelho escuro, em uma correção de mercado. O Bitcoin (BTC) cai abaixo da marca de US$ 8.000, como mostram os dados do Coin360.
Visualização de mercado, cortesia do Coin360
Tendo rompido a barreira psicológica dos US$ 9.000 no final de maio, o Bitcoin foi gradualmente se corrigindo nos dias subsequentes. No momento desta publicação, o Bitcoin estava sendo negociado a US$ 7.950 - queda de cerca de 6,7% no dia e vai perdendo contato com a zona dos US$ 8.000.
A queda acentuada do Bitcoin começou muito cedo, com a moeda caindo rapidamente de cerca de US$ 8.500 à meia-noite para cerca de US$ 8.000 à 1 da manhã (UTC +1). Desde então, a criptomoeda escorregou para um mínimo intradiário de aproximadamente US$ 7.865 antes de recuperar um pouco de terreno antes desta publicação.
Na semana, as perdas da criptomoeda atingiram 8,78%.
Gráfico de preços de 7 dias do Bitcoin. Fonte: CoinMarketCap
Maior altcoin por capitalização de mercado, o Ether (ETH) sofreu uma perda de 6,36% no dia até o momento, sendo negociado em torno de US$ 247. O Ether está hoje correlacionado com a queda de preços do Bitcoin, perdendo valor durante as primeiras horas de negociação. Em seu gráfico de 7 dias, a alt passou por uma volatilidade irregular, quebrando acima de US$ 285 em 30 de maio, tendo depois uma correção acentuada de US$ 250, antes de se recuperar para a faixa de US$ 260-270.
O Ether apresenta uma perda de 8,7% na semana.
Gráfico de preços de 7 dias do Ether. Fonte: CoinMarketCap
O XRP relata uma perda de 7% no dia, negociado a US$ 0,41 no momento. Mantendo seu terreno no gráfico XRP-BTC, o XRP perdeu drasticamente em relação ao dólar americano nas últimas 24 horas. Na semana, as perdas do XRP estão em leves 3,53%.
Gráfico de preços de 7 dias do XRP. Fonte: CoinMarketCap
Entre as dez maiores criptomoedas no momento desta publicação, todas estão no vermelho, exceto a oitava colocada, o Bitcoin SV (BSV), que registrou um ganho de 3% no dia, alcançando cerca de US$ 221.
A maior perda nas últimas 24 horas foi reportada pela 6ª maior cripto, o EOS (EOS), que caiu 9,36%, negociado a US$ 6,70 no momento desta publicação. Bitcoin Cash (BCH), Litecoin (LTC) e Stellar (XLM) todos têm perdas entre 7 e 8% no dia.
Alargando-se para o top vinte, todas as outras moedas estão no vermelho. A 18ª maior moeda, o Tezos (XTZ), tem a maior perda, com queda de 10,25%, para negociação a US$ 1,31 até o fechamento do pregão. Tron (TRX), Iota (MIOTA), Neo (NEO) e Nem (XEM) estão todos relatando perdas entre 8 e 10% no dia.
Ethereum Classic (ETC) e Dash (DASH) estão, entretanto, com perdas mais leves, 4,2 e 5,5%, respectivamente.
No momento desta publicação, a capitalização total de mercado de todas as criptomoedas estava em torno de US$ 254,29 bilhões - em comparação com uma alta intrassemanal de US$ 286,55 bilhões em 30 de maio. O domínio do Bitcoin está em 55,8%.
Gráfico de preços de 7 dias da capitalização total de mercado de todas as crptomoedas. Fonte: CoinMarketCap
De acordo com dados divulgados ontem pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos, o número de contratos abertos para futuros de Bitcoin (BTC) da Chicago Mercantile Exchange (CME) atingiu a maior alta de todos os tempos na semana de 27 de maio a 3 de junho.
Enquanto isso, a Delphi Digital, empresa de análise, argumentou que o Bitcoin tem superado os ativos tradicionais de risco mais fracos, com este último vendo a pressão de venda em meio a um menor sentimento de crescimento econômico em 2019 e tensões entre Estados Unidos e China.
Nos mercados tradicionais, os futuros do índice de ações dos EUA abriram em ligeria alta nesta manhã, com os futuros da Dow subindo 9 pontos - indicando uma abertura positiva de mais de 52 pontos - a partir de 01.45 da manhã ET, informou a CNBC. Futuros no S&P e Nasdaq relataram ganhos igualmente pequenos.
Ontem, o presidente da Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, revelou que um corte na taxa de juros dos Estados Unidos “pode aparecer em breve”, à luz dos riscos para o crescimento econômico apresentado pelas disputas comerciais internacionais, bem como pela fraca inflação doméstica.